‘Paisagem do medo’: Macacos e elefantes mudam forma de se locomover quando percebem perigo
inicio18/09/2026 às 14:04
]]> ‘Paisagem do medo’: Macacos e elefantes mudam forma de se locomover quando percebem perigo Andrea Presotto Quando precisam atravessar áreas com maior risco de caça ou predação, alguns animais podem preferir caminhos que já conhecem e evitar novas rotas. É o que indica um estudo publicado na revista científica Scientific Reports, que analisou a navegação de elefantes-africanos (Loxodonta sp.) no Zimbábue e de macacos-prego-do-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos) na Bahia. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Os pesquisadores perceberam que as duas espécies aumentaram o uso de rotas habituais em locais associados à presença humana e a situações de risco. Segundo o estudo, seguir por caminhos já conhecidos exige menos esforço cognitivo do que elaborar novas estratégias de navegação. Isso pode permitir que os animais direcionem mais atenção para a identificação de possíveis ameaças. A estratégia, portanto, pode ajudar a conciliar a navegação com a necessidade de permanecer atento aos sinais de perigo. A pesquisa foi liderada pela brasileira Andrea Presotto, da East Carolina University, nos Estados Unidos, e contou com pesquisadores de instituições do Brasil, Zimbábue, Reino Unido e Estados Unidos. O trabalho analisou dez elefantes machos adultos na região de Victoria Falls, no Zimbábue, e um grupo de macacos-prego-do-peito-amarelo na Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: AO MUNDO: Brasil leva à Europa experiências para devolver animais a locais onde desapareceram COMPORTAMENTO: Caso de homem atacado por morcego-vampiro é descrito pela ciência CARA A CARA COM O LOBO: Morador se surpreende com aparição de lobo-guará durante treino Veja o que está em alta hoje no g1: Agora no g1 Caminhos conhecidos A repetição das rotas não acontece por acaso. Segundo Andrea, tanto os elefantes quanto os macacos-prego têm capacidade de memorizar caminhos e podem aprender com indivíduos mais experientes do grupo. “Os dois podem lembrar dos caminhos. É uma coisa que a gente faz também: se uma rua está fechada, a gente sabe que pode pegar outra. Eles também têm essa capacidade de lembrar e mudar a rota”, explica a…
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