Osteoporose não causa dor: especialistas alertam para a importância da prevenção
Rio de Janeiro26/09/2026 às 07:30
]]> Mais de 10 milhões de brasileiros sofrem com osteoporose atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde. Embora a incidência seja alta, sobretudo entre idosos, a doença continua sendo considerada um mal silencioso: ela não provoca dor e, muitas vezes, só é descoberta quando o osso quebra. Por isso, não se deve esperar para investigar. A identificação precoce é feita pela avaliação dos fatores de risco e, quando indicada, pela densitometria óssea. Os principais fatores de risco são envelhecimento, menopausa, histórico familiar ou pessoal de fratura após uma queda leve, baixo peso, tabagismo, excesso de álcool e uso prolongado de corticoides. — Perda de altura, postura mais curvada ou dor súbita nas costas podem indicar fraturas na coluna que já aconteceram. Merecem avaliação as mulheres a partir dos 65 anos, os homens a partir dos 70 e pessoas mais jovens com fatores de risco — diz Marco Demange, ortopedista do Hospital Vila Nova Star, da Rede D'or. Demange foi um dos 3,6 mil profissionais reunidos no último final de semana no Orto in Rio, o II Congresso Internacional de Ortopedia da Rede D'Or. Os riscos da osteoporose foram um dos temas debatidos. Segundo Demange, a prevenção contra a doença começa cedo, porque a nossa reserva óssea se forma até por volta dos 30 anos. Ajudam uma alimentação com cálcio e proteína suficientes, vitamina D conforme a necessidade de cada pessoa e exercícios de força e com o peso do corpo, como musculação e caminhada. Suplementos devem ser usados só com indicação médica, e prevenir quedas é essencial. — Medicamentos como os bisfosfonatos e o denosumabe reduzem a perda óssea e o risco de fraturas. Em situações selecionadas, há medicamentos que estimulam a formação de osso novo. Cálcio e vitamina D complementam o tratamento, mas não substituem esses remédios quando eles são indicados. A escolha depende do risco de cada pessoa, e o acompanhamento médico é indispensável — explica. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão alguma fratura osteoporótica. A densitometria óssea é fundamental na luta contra a doença. — Quando o médico consegue acompanhar a…
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