Os desafios do novo governador para os próximos 4 anos no RS: enchentes, feminicídios e dívida pública
Destaques05/10/2026 às 07:00
]]> Luciano Zucco (PL) cumpriu compromissos de campanha em Passo Fundo nesta terça-feira (25) Reprodução/RBS TV O novo governador do Rio Grande do Sul assumirá o Palácio Piratini a partir de 2027 com desafios pela frente. Luciano Zucco, eleito pelo PL em primeiro turno, governará um estado que ainda luta para se prevenir com eventos climáticos extremos após as enchentes de 2023 e 2024, que convive com uma dívida pública com a União que supera os R$ 100 bilhões, alta de feminicídios e filas na saúde. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Enchentes Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção no Rio Grande do Sul. Após enfrentar enchentes históricas, temporais, vendavais e até tornados nos últimos anos, o estado vive uma nova realidade marcada pelo aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais. Agora, a previsão de um El Niño de forte intensidade reacende o alerta para chuvas volumosas e risco de novas inundações. A preocupação é reforçada por um diagnóstico realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) após as enchentes de 2024. Na época, o levantamento apontou deficiências importantes na capacidade de prevenção dos municípios gaúchos. Dos 497 municípios gaúchos, 215 possuíam plano de contingência desatualizados. Além disso, 175 cidades relataram não possuir estrutura adequada para ações de prevenção e resposta a desastres. Dados do Serviço Geológico do Brasil indicam que mais de 740 mil gaúchos ainda vivem em áreas suscetíveis a deslizamentos, enchentes e inundações. Dívida com União e previsão de déficit Zucco encontrará um cenário fiscal desafiador. A projeção para 2027 indica déficit de R$ 4,8 bilhões, o que significa que as despesas previstas devem superar a arrecadação do estado. O maior peso nas despesas do estado continua sendo a dívida com a União. Em 2025, ela alcançou R$ 106,5 bilhões. O crescimento foi constante ao longo da última década. Em 2015, o saldo era de R$ 51,6 bilhões. Dez anos depois, o valor mais que dobrou. Ao mesmo tempo, o Orçamento segue pressionado. Atualmente, cerca de 60% da receita estadual é destinada ao pagamento dos salários dos servidores públicos. Esse comprometimento já foi 79,6% em 2015.…
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