Órgãos de goleiro de 14 anos salvam seis vidas; Brasil tem 49,7 mil na fila por transplante
Destaques31/10/2026 às 11:05
]]> Família autoriza doação de órgãos de goleiro do sub-15 Neste momento, 49.695 pessoas no Brasil esperam por um telefonema que pode mudar suas vidas: o aviso de que apareceu um órgão compatível. ➡️ O Brasil é uma referência no transplante de órgãos, quarto do mundo em número absoluto de transplantes. Ainda assim, o número de procedimentos feitos não dá conta da fila. (Veja abaixo a espera por órgão) Isso acontece por uma dificuldade na doação de órgãos. Nesta semana, a família goleiro Miguel Meneses, de 14 anos, que morreu depois de um acidente de trânsito, decidiu pela doação de órgãos. A ação deve ajudar a salvar a vida de, pelo menos, seis pessoas: foram captados o coração, as córneas, os rins e o fígado. Goleiro Miguel Meneses, do sub-15 São José. Reprodução/Assessoria do SJEC Desde o início do ano, por exemplo, foram feitos 7,4 mil transplantes. O número representa quase 15% dos pacientes que aguardam por uma doação. E a fila cresce todos os dias. A maior demanda, de longe, é por rim: são 46.132 pessoas à espera. Em seguida vêm fígado (2.377) e coração (516). Temos uma demanda grande pelo transplante de rim porque ele é um órgão afetado pelas doenças mais predominantes no país. É um desafio atender a demanda porque a fila não para de crescer. Fila para o transplante no Brasil tem mais de 49 mil pessoas Lalo de Almeida Veja a espera por estado: São Paulo: 23.700 Minas Gerais: 4.424 Bahia: 2.792 Paraná: 2.751 Rio de Janeiro: 2.690 Pernambuco: 2.251 Ceará: 2.090 Rio Grande do Sul: 1.754 Espírito Santo: 1.170 Distrito Federal: 1.072 Santa Catarina: 989 Goiás: 775 Pará: 720 Piauí: 543 Rio Grande do Norte: 373 Mato Grosso do Sul: 346 Maranhão: 324 Amazonas: 322 Mato Grosso: 235 Paraíba: 158 Acre: 90 Alagoas: 83 Sergipe: 40 Rondônia: 3 Por que o rim concentra quase toda a fila? O rim filtra o sangue e elimina toxinas do organismo. Ele é o órgão mais atingido por duas das doenças mais comuns no país, o diabetes e a pressão alta, que vão danificando os rins aos poucos até que eles param de funcionar. Enquanto aguarda o transplante, o paciente pode fazer hemodiálise, em que uma máquina faz parte do trabalho que o rim não faz mais. Por isso é possível esperar anos…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.