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Organização do trabalho: a prevenção do adoecimento começa na gestão

Destaques 03/11/2026 às 17:07
Organização do trabalho: a prevenção do adoecimento começa na gestão
]]> Saúde mental no PCMSO: vigilância clínica sem invadir o papel do PGR Crédito: Corpmed. Diante de ansiedade, esgotamento ou afastamentos, muitas empresas começam oferecendo palestras, aplicativos, atividade física ou treinamento de resiliência. Essas iniciativas podem apoiar pessoas, mas não corrigem sozinhas uma operação com demanda incompatível, prioridades conflitantes, pouca autonomia, jornadas extensas ou liderança que normaliza humilhação. Prevenir riscos psicossociais exige olhar para como o trabalho é planejado, distribuído, cobrado e apoiado. É nesse nível que decisões empresariais podem reduzir fontes de risco antes que elas se convertam em adoecimento, conflito, erro, acidente ou perda de capacidade. Organização do trabalho é matéria de prevenção A NR-17 determina que a organização do trabalho considere normas de produção, modo operatório, exigência de tempo, ritmo, conteúdo das tarefas, instrumentos e meios técnicos disponíveis e aspectos cognitivos capazes de comprometer a saúde e a segurança. Também prevê avaliação ergonômica preliminar e, nas situações aplicáveis, Análise Ergonômica do Trabalho. A nova redação da NR-1, vigente desde 26 de maio de 2026, explicita que o GRO deve incluir fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Isso é obrigação legal. Adotar um modelo específico de liderança, uma pesquisa anual ou determinado indicador é escolha técnica e gerencial, conforme a realidade da organização. NR-17 — MTE RESILIÊNCIA NÃO SUBSTITUI CONTROLE Apoio individual pode ampliar recursos pessoais, mas não elimina exposição criada por metas inviáveis, falta de pessoal, violência, ambiguidade de papel ou processos que impedem o trabalho bem-feito. Onde o risco pode nascer Demanda e capacidade: volume, complexidade ou velocidade superiores aos recursos e ao tempo disponíveis. Metas e avaliação: objetivos contraditórios, critérios opacos, competição destrutiva ou remuneração que estimula condutas inseguras. Autonomia e controle: responsabilidade elevada sem autoridade, margem de decisão ou possibilidade de ajustar prioridades. Papéis e comunicação: atribuições pouco claras, mudanças frequentes, ordens conflitantes e ausência de canais…
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