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Organização contra a fome diz que vai deixar de ajudar meio milhão de pessoas em Gaza por falta de recursos

Destaques 19/10/2026 às 10:41
Organização contra a fome diz que vai deixar de ajudar meio milhão de pessoas em Gaza por falta de recursos
]]> 'Passamos uma semana inteira sem pão. Este saco de farinha significa tudo para mim. Significa vida', diz uma mulher que agora vive deslocada no campo de Al Saraya, depois de perder três filhos, o marido e a casa durante a guerra. Sem renda fixa, a assistência alimentar a ajuda a fazer pão e preparar refeições simples com farinha, arroz, lentilhas e grão-de-bico. PMA/Mohamed Hinnawi O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta segunda-feira (19) que é obrigado a reduzir suas operações humanitárias em Gaza diante da falta de recursos, o que equivale a 500.000 pessoas sem assistência a cada mês no território devastado pela guerra. Devido à "escassez de financiamento (...) meio milhão de pessoas perderão o acesso à ajuda alimentar", lamentou a organização da ONU em um comunicado. Desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, lançada em resposta ao ataque do ataque do grupo terrorista Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, a população do território vive "em condições humanitárias extremamente difíceis", apesar da trégua iniciada há um ano. "São decisões que precisamos tomar para garantir que nossos recursos (...) durem o maior tempo possível", explicou à AFP Shaun Hughes, diretor do PMA nos territórios palestinos, nos escritórios em Beit Hanina, um bairro de Jerusalém Oriental. Prédio bombardeado desaba em Gaza "Não é o momento de desviar o olhar do que acontece em Gaza", acrescentou Hughes. Ele destacou que quase 1,4 milhão de pessoas - de um total de 2,1 milhões - "continuam em situação de insegurança alimentar aguda e precisam de ajuda humanitária para sobreviver". Em agosto de 2025, a Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês) da ONU declarou situação de fome em Gaza, o que Israel qualificou como "mentira". Em dezembro, as Nações Unidas anunciaram que o território já não era considerado em situação de fome, graças ao cessar-fogo que havia entrado em vigor dois meses antes e ao aumento do envio de ajuda humanitária. Desde então, o PMA conseguiu intensificar a assistência, ajudando entre 1,5 e 1,8 milhão de pessoas a cada mês. "Isto tem sido um salva-vidas. Mas agora, em vez de podermos manter e ampliar a ajuda,…
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