Operação mira milícia de Juninho Varão; grupo extorquia de moradores de condomínio de Nova Iguaçu e ameaçava expulsá-los
Destaques14/10/2026 às 09:17
]]> Operação mira milícia de Juninho Varão A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (14) uma operação contra uma milícia que ameaçava moradores do Condomínio Jardim Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O grupo é ligado a Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, e um PM da ativa está entre os alvos. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) saíram para cumprir 2 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. O conjunto tem 12 blocos de 100 apartamentos, totalizando 1.200 moradias, e os paramilitares cobravam de cada família uma “taxa” de até R$ 70 por mês. As extorsões somavam cerca de R$ 85 mil mensais. A polícia afirma que as vítimas sofriam ameaças de violência e até de expulsão de suas casas. Os investigadores também identificaram a interferência do grupo na administração do condomínio. Uma equipe apreendeu um porrete que seria usado nas intimidações, além de chaves e envelopes. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Draco cumpre mandados contra milícia que extorquia de moradores de condomínio Reprodução/PCERJ Policial militar é alvo de buscas Um policial militar da ativa está entre os alvos dos mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, ele exercia influência na administração do condomínio e mantinha contato direto com o comando do grupo. De acordo com a Polícia Civil, 9 integrantes foram identificados e indiciados durante as investigações. A milícia mantinha uma estrutura para fazer cobranças ilegais de moradores, com divisão de tarefas, fiscalização dos pagamentos e prestação de contas. Os mandados de prisão têm como alvos Felipe Alves da Silva, o Felipinho ou Portugal, apontado pela polícia como homem de confiança de Juninho Varão e responsável por comandar as cobranças, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, o MJ, identificado como um dos responsáveis pelas cobranças e intimidações. A investigação afirma ainda que a condição de autoridade do PM e o temor provocado nos moradores eram explorados para pressioná-los a pagar as cobranças ilegais. A operação…
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