Operação mira esquema de extorsão e venda irregular de gás por grupo ligado ao Comando Vermelho
Rio de Janeiro28/10/2026 às 14:00
]]> A Polícia Civil do Rio realiza, nesta quarta-feira, em conjunto com o Ministério Público estadual, a Operação Dominus, contra um grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho que explorava a venda de gás de cozinha e extorquia comerciantes em comunidades dominadas pelo tráfico no estado. Doze integrantes da facção criminosa foram denunciados, entre eles, Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como o “01” do Complexo da Penha, na Zona Norte da cidade. Os agentes cumprem mandados de prisão e 44 medidas de busca e apreensão. A Justiça do Rio autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em recursos vinculados aos denunciados e às empresas utilizadas no esquema criminoso. Até o momento, quatro pessoas foram capturadas, sendo duas que já estavam encarceradas. Os mandados são cumpridos em diferentes regiões do estado, com concentração em São Gonçalo, incluindo localidades como Jardim Catarina, Trindade, Santa Luzia, Guaxindiba, Neves, Boaçu e Alcântara. As diligências também alcançam bairros de Itaboraí, Duque de Caxias e Niterói, além do Recreio dos Bandeirantes e da Taquara, na capital. Entre os endereços estão residências e estabelecimentos comerciais, especialmente distribuidoras e revendedoras de gás apontadas como integrantes ou vinculadas à estrutura criminosa. A ação é feita em conjunto entre agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio (GAECO/MPRJ). As diligências também contam com o apoio de equipes de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). 'Metas do gás' e divisão de tarefas A investigação revelou um esquema em que a intimidação da facção era utilizada para impor regras comerciais e controlar a venda do gás de cozinha em comunidades dominadas pelo tráfico. Em vez de permitir que comerciantes escolhessem livremente seus fornecedores, o grupo exigia a compra de gás de empresas vinculadas à organização criminosa ou o pagamento periódico de valores para que os estabelecimentos pudessem continuar funcionando, sob ameaças de retaliações. As cobranças eram…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.