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Oito meses após chuvas, morador de Juiz de Fora tenta recuperar carro que ficou entre escombros

Destaques 22/10/2026 às 10:15
Oito meses após chuvas, morador de Juiz de Fora tenta recuperar carro que ficou entre escombros
]]> Carro fica pendurado em barranco desde chuvas de fevereiro em Juiz de Fora Oito meses após a tragédia das chuvas em Juiz de Fora, que deixou 66 mortos na cidade, um morador do bairro Jardim Natal ainda tenta recuperar o carro que ficou dependurado entre os escombros. Durante as chuvas de fevereiro, o eletricista de manutenção Celso Fernandes viu o automóvel descer a encosta junto com a casa onde morava. Ele e a esposa conseguiram sair a tempo e não se feriram. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Nesta semana, segundo o planejamento da Prefeitura, a Defesa Civil vai demolir o que restou das casas da Rua Doutor Augusto Eckman. A ação faz parte dos trabalhos realizados em diferentes bairros da cidade, em imóveis considerados inabitáveis. Com a demolição, Celso espera que seja possível retirar o carro. “O que a gente quer é tentar tirá-lo dali. Queira ou não queira, a casa nós já perdemos, além da memória e tudo que estava ali. Mas o carro a gente passa e sempre vê ele na mesma situação. A gente alimenta a possibilidade de tentar tirar e recuperar”. Mesmo sem saber se o Palio, modelo 97/98, voltará a funcionar, o morador espera que as máquinas usadas na demolição possam ajudar a retirar o veículo. Carro está dependurado no barranco do bairro Jardim Natal, em Juiz de Fora Wesley Barbosa/TV Integração “Não sabe se ele vai ter conserto, mas vale pelo menos a tentativa, né? Dependendo do profissional que vai trabalhar, quem sabe ele não consegue fazer uma rampa e descer com o carro. É a nossa esperança”, disse. Celso ressalta que segue a orientação da Defesa Civil e não tenta retirar o automóvel por conta própria. “Eles orientaram a não mexer, porque pode ser que venha descer as lajes e o que tá escorando ali. Quando a prefeitura começar a mexer, talvez consiga descer ele um pouco mais para gente para que a gente tente recuperar”. Sem a casa, o sentimento que fica é de saudade, segundo o morador. “Dá muita angústia, devido ao tempo que a gente viveu aqui. A gente sente saudade. Arrumamos a casa toda por dentro, tinha acabado de reformar, pintar a parede, fazer forro”. Apesar da perda, Celso se considera grato por ter conseguido sair do…
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