← Voltar ao portal
Jovem Rio News

O voto útil já começou — e ele beneficia quem lidera em cada estado

Destaques 30/09/2026 às 11:46
O voto útil já começou — e ele beneficia quem lidera em cada estado
]]> Urnas eletrônicas em Alagoas prontas para eleições 2026 - 20.09.2026 Luiz Roberto/TSE Em 1997, o cientista político Gary Cox publicou "Making Votes Count", o livro que se tornou a referência sobre como as regras eleitorais moldam o comportamento do eleitor. A ideia central é simples: o voto útil não é um ato de traição às convicções, mas um cálculo. O eleitor abandona o candidato de sua preferência quando percebe que ele não tem chance de vencer e que insistir nele pode facilitar a vitória justamente daquele que mais rejeita. LEIA TAMBÉM: Quem são os candidatos para votar nas eleições de 2026? Para esse cálculo acontecer, Cox mostra que três condições precisam estar presentes: o eleitor se importa com o resultado (não vota apenas para expressar uma identidade), sabe quem é viável e quem não é, e essa informação é compartilhada por todos — o que, nas democracias modernas, é o papel das pesquisas. Quando os três ingredientes se combinam, a disputa converge para os dois nomes com chances reais, e os demais encolhem. Cox chama isso de "deserção estratégica". As últimas três rodadas da Quaest em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal mostram esse mecanismo em funcionamento. Somei, em cada estado, as intenções de voto de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) — os quatro nomes que disputam o espaço fora da polarização — e comparei com a evolução da vantagem de quem lidera o primeiro turno nas três últimas rodadas (8, 23 e 29 de setembro). O padrão é consistente: a terceira via murcha e o voto migra para o candidato que já estava na frente naquele território. Quaest para Globo, rodadas de 8, 23 e 29 de setembro de 2026, PE, MG, RJ, SP e DF Reprodução Em quatro dos cinco estados, a queda da terceira via se converte em vantagem maior para quem já liderava; em Minas, os dois crescem igualmente e a dianteira do presidente Lula (PT) fica em 4 pontos. Em Pernambuco, o bloco de candidatos fora da polarização foi de 10% em 8 de setembro para 6% agora. No mesmo período, Lula subiu de 51% para 58%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 21% para 20%. A vantagem do presidente, que era de 30…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial