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Jovem Rio News

O que muda no cérebro entre a adolescência e a vida adulta? Exames mostram diferenças

Destaques 14/10/2026 às 06:00
'Essa Tal de Adolescência': série mergulha na etapa mais conturbada entre pais e filhos A impulsividade, as emoções intensas e a busca por pertencimento que marcam a adolescência têm explicações que vão além das mudanças hormonais. Exames de ressonância magnética mostram que o cérebro dos adolescentes ainda está em processo de amadurecimento, especialmente nas áreas responsáveis pela tomada de decisões e pelo controle dos impulsos. Na série sobre adolescência, a neurocientista Fernanda Tovar Moll explica que, nessa fase da vida, existe um descompasso entre diferentes regiões cerebrais. Enquanto estruturas ligadas às emoções e ao sistema de recompensa já estão bastante desenvolvidas, o córtex pré-frontal, associado à razão, ao planejamento e à avaliação de consequências, ainda não atingiu sua maturidade completa. "Na adolescência, essa região relacionada às emoções já está bastante madura", afirma a especialista. Já o córtex pré-frontal continua em desenvolvimento, o que ajuda a explicar comportamentos impulsivos e a tendência a correr mais riscos nessa fase. Para demonstrar essas diferenças, a pesquisadora comparou exames de ressonância magnética de uma adulta e de uma jovem de 18 anos. As imagens mostraram conexões cerebrais mais intensas e consolidadas no cérebro adulto. Segundo a neurocientista, quanto mais fortes essas conexões, maior o grau de amadurecimento cerebral. Os exames utilizam sequências avançadas de ressonância magnética capazes de analisar tanto a estrutura quanto o funcionamento do cérebro. Nas imagens apresentadas, regiões cerebrais semelhantes aparecem em ambos os cérebros, mas com diferentes níveis de conectividade. De acordo com Fernanda Tovar Moll, o processo de maturação cerebral se estende por muitos anos. "O nosso cérebro se amadurece até ali aos 25, 27 anos", explica. A fase também é marcada pela chamada plasticidade cerebral, capacidade que o cérebro tem de modificar suas conexões e se adaptar às experiências vividas. Essa característica faz da adolescência um período de intensa transformação, não apenas física e emocional, mas também neurológica. Para especialistas, compreender essas mudanças ajuda pais e responsáveis a lidar melhor…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
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