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O PIM precisa de mais do que fábricas para crescer

Destaques 15/10/2026 às 19:16
O PIM precisa de mais do que fábricas para crescer
]]> Polo Industrial de Manaus Divulgação Antes de produzir, uma das questões fundamentais é analisar como uma indústria irá receber insumos e entregar mercadorias. Essa equação é importante porque a logística local precisa acompanhar os planos de expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM), com a mesma atenção dedicada às linhas de montagem. Um projeto de celulose em Alto Araguaia, no sul de Mato Grosso, oferece um ponto de partida para essa discussão. O município fica na Amazônia Legal, mas está inserido no bioma Cerrado, uma distinção entre o recorte administrativo da região e suas características ambientais. A Euca Energy voltou ao noticiário neste mês com previsões de investimento de aproximadamente US$ 2 bilhões e capacidade de 2 milhões de toneladas anuais. As publicações mencionam geração de energia, ramal ferroviário e terminal de cargas. O novo cronograma, porém, ainda carece de confirmação pública direta do empreendedor. O empreendimento tem um histórico anterior. Em 2019, a Prefeitura de Alto Araguaia informou a obtenção da licença prévia e divulgou investimento estimado em R$ 9,5 bilhões. Naquele ano, também apresentou as conexões rodoviárias e ferroviárias com o Porto de Santos como vantagens para atrair indústrias. Isso demonstra a importância atribuída ao escoamento, mas não comprova que a Euca tenha assegurado toda a operação até o porto paulista. O caso interessa ao Amazonas porque a viabilidade industrial depende da articulação entre fábrica, energia, transporte e mercado. Equipamentos modernos e demanda pelos produtos precisam ser acompanhados de regularidade no abastecimento e na distribuição. O custo da imprevisibilidade O PIM faturou R$ 227,67 bilhões em 2025 e destina sua produção majoritariamente ao mercado brasileiro, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Componentes e matérias-primas chegam a Manaus, enquanto produtos acabados seguem para os centros consumidores, o que exige eficiência nos dois sentidos. Quando uma rota perde capacidade, o problema ultrapassa o frete. A indústria pode precisar antecipar compras, manter estoques maiores, reorganizar entregas ou recorrer a alternativas mais caras. O capital…
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