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Nunes Marques volta a suspender ‘Exército do Lula’ no WhatsApp, impõe regras para retomada e manda TSE monitorar canal

Rio de Janeiro 13/10/2026 às 15:02
Nunes Marques volta a suspender ‘Exército do Lula’ no WhatsApp, impõe regras para retomada e manda TSE monitorar canal
]]> O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, voltou a suspender nesta terça-feira o canal 'Exército do Lula' no WhatsApp e impôs regras para a retomada do funcionamento. A ferramenta é administrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e virou alvo de decisões conflitantes da Corte desde o fim de semana. Nunes Marques deu duas novas decisões na manhã desta terça. Em uma delas, estabeleceu condições para que o canal siga em funcionamento. Em outra, derrubou a decisão do relator do caso, ministro Ricardo Cueva, que na segunda-feira havia restabelecido o serviço, revertendo uma ordem anterior do próprio presidente do TSE. Cronologia do caso No sábado, Cueva determinou que a campanha de Lula se manifestasse sobre a ação movida pelo adversário Flávio Bolsonaro em razão do 'Exército do Lula'. O ministro também ordenou que a campanha do senador apresentasse mais provas sobre o caso; Na manhã de domingo, Nunes Marques atendeu ao pedido de suspensão do canal, feito pela campanha de Flávio em um outro processo encaminhado diretamente ao presidente do TSE; Na tarde de domingo, Cueva determinou o retorno do canal no Whatsapp, apontando "restrição à liberdade de expressão" a partir do despacho de Nunes Marques; Na noite de domingo, Nunes Marques contrariou a ordem do corregedor, para que Flávio Bolsonaro apresentasse mais provas sobre as alegações feitas ao TSE, e determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação analisasse o canal criado por Janones; Nesta segunda-feira, a área técnica informou ao presidente do TSE que não identificou o compartilhamento de informações classificadas pela campanha de Flávio como "fake news". O documento da assessoria foi tratado por alguns ministros como um indicativo de que não havia provas para suspender o canal, como foi mandado por Nunes Marques; Nesta terça, mais uma vez à revelia de Cueva, Nunes Marques estabeleceu que o canal só pode funcionar se estiver vinculado, formalmente, à campanha de Lula. Isso significa que eventuais irregularidades cometidas por Janones respingariam diretamente no presidente; Nunes Marques determinou que o canal só poderá funcionar se a campanha do presidente…
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