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Novo laudo diz ser impossível que PM Gisele tenha atirado na própria cabeça; tenente-coronel será interrogado na segunda

Destaques 03/10/2026 às 16:38
Novo laudo diz ser impossível que PM Gisele tenha atirado na própria cabeça; tenente-coronel será interrogado na segunda
]]> A PM Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o tenente-coronel Geraldo Neto e a filha de 7 anos.Ele foi preso preventivamente por feminicídio e fraude processual. Reprodução/TV Globo Um novo laudo produzido pelo Instituto de Criminalística e anexado ao processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, reforçou a conclusão de que ela não cometeu suicídio. O documento foi juntado aos autos na sexta-feira (2), três dias antes do interrogatório do réu, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele é acusado de feminicídio e fraude processual por ter forjado a cena de suicídio depois de matar a esposa no apartamento em que moravam, na Zona Leste de São Paulo. Assinado pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, o laudo foi elaborado para responder questionamentos feitos pela defesa do oficial. O documento manteve integralmente as conclusões anteriores da perícia e descartou de forma categórica a hipótese de suicídio, considerada impossível diante das circunstâncias verificadas. Caso Gisele Alves: Veja o que oficial preso disse à PM e à Polícia Civl “A impossibilidade de a vítima ter atirado contra a própria cabeça imobilizando-se conforme documentado” é a conclusão que apresenta o maior grau de reprodutibilidade de todo o exame, destacou a perita. Segundo o laudo, Gisele não poderia ter dado o tiro na própria cabeça e terminado na posição em que seu corpo foi encontrado, o que indica o envolvimento de uma segunda pessoa na dinâmica da morte. A perícia diz que essa conclusão não depende de interpretação pessoal dos vestígios, mas de testes práticos que podem ser repetidos por qualquer outro especialista e chegar ao mesmo resultado. Para sustentar a conclusão, a perita citou testes e simulações que confrontam a versão do tenente-coronel. Os peritos verificaram, por exemplo, que a arma do crime ficava sobre um guarda-roupa com cerca de 2 metros de altura, fora do alcance de Gisele, que tinha 1,65 metro. Também analisaram a visibilidade a partir do banheiro e concluíram que, diferentemente do que alegou Geraldo, ele não tinha como ver a esposa caída de dentro do box onde supostamente estaria…
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