Nova regra para retirada conjunta de ingressos de frisas provoca reação de foliões
Rio de Janeiro13/10/2026 às 21:34
]]> Este ano, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) impôs uma nova regra para tentar limitar a ação dos cambistas em relação aos ingressos para assistir aos desfiles na Marquês de Sapucaí. Segundo foi inicialmente informado, quem comprou a frisa vai precisar retirar os seis ingressos com a presença simultânea de cada um dos ocupantes do espaço. A medida gerou indignação nos consumidores, especialmente os quem vem de fora do estado do Rio. O caso chegou até a Comissão de Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que oficiou, nesta terça-feira, a Liesa e a Ticketmaster. Agora, as empresas têm até 30 dias para encaminhar à Comissão uma solução para que os consumidores não sejam prejudicados. Pela regra apresentada, os seis participantes vinculados a cada frisa precisam estar juntos no local de retirada, com a biometria facial previamente cadastrada. A orientação proíbe a retirada parcial ou por terceiros. Assim, a ausência de um integrante impede que os demais retirem suas pulseiras, mesmo que o espaço já esteja integralmente pago. Segundo a Alerj, o principal questionamento sob a perspectiva dos direitos do consumidor envolve a informação oferecida antes da compra. No comunicado de 9 de setembro, a Liga informou que cada frisa comportaria seis pessoas, com preços entre R$ 1.835 e R$ 10.200, limite de uma unidade por CPF e pagamento exclusivamente por Pix. O anúncio, entretanto, não mencionou a obrigação de comparecimento simultâneo dos participantes nem a proibição de retirada parcial ou por representante. Do Espírito Santo, a social media Amanda Ferreira, de 24 anos, comprou a frisa com amigos e seria a representante do grupo para buscar os ingressos. Segundo ela, as condições de retirada não estavam explícitas no momento da compra. — Para mim estava tranquilo. Quando soube da regra nova, pensei: "impossível". Eu não sou do Rio e as outras pessoas também não, por mais que esteja todo mundo junto, não tem como se organizar pra ir. Sem contar que tem gente que vai num dia só, não no outro. A logística fica complicada, acaba deixando todo o processo mais caro. Imagina a confusão que vai estar no Rio, fora a fila que seria…
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