'Nova guerra pode ser mais longa', alerta Irã após novas ameaças de Trump
Destaques01/11/2026 às 14:18
]]> Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente do Irã, Masoud Pezeshkian Evelyn Hockstein/Reuters e Angelina Katsanis/AP Photo O Irã respondeu neste domingo (1º) às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações feitas neste sábado (31), ele não descartou novos ataques ao país para neutralizar alvos militares, como a montanha Kolang, suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo. “Uma nova guerra pode durar mais do que a anterior”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, após Trump dizer que resolveria a questão em "dez minutos". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo Teerã, o presidente americano “não estaria em condições de ditar nem o momento nem as condições” para o fim do conflito. Situada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, a cerca de 250 quilômetros ao sul da capital iraniana, a montanha Pickaxe, chamada pelos iranianos de Kooh Kolang, é suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo, segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Trump já havia ameaçado bombardeá-la no fim de julho. Agora no g1 O governo iraniano rejeita as acusações e também nega buscar o desenvolvimento de armas nucleares, defendendo seu direito ao uso civil da energia atômica. Na semana passada, Trump mencionou uma “nova pequena Fúria Épica”, em referência à ofensiva militar lançada por Washington em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. O ataque matou diversos dirigentes iranianos, entre eles o líder supremo Ali Khamenei, e deixou milhares de civis mortos durante quase 40 dias de bombardeios conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos. Em abril, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo de cessar-fogo que pôs fim aos combates. Em 12 de junho, os dois países assinaram um protocolo de entendimento para encerrar o conflito. Os ataques, entretanto, foram retomados, e o Irã voltou a atingir aliados de Washington na região, do Golfo à Jordânia. Desde o início de setembro, a situação na região está estável, mas a possibilidade de uma campanha militar curta e intensa após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para…
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