No retorno do Campeonato Brasileiro, Fluminense enfrenta o Coritiba com novo 'patrocinador' após medida provisória
Rio de Janeiro08/10/2026 às 07:30
]]> Após quase 20 dias de espera por causa da Data Fifa, o Fluminense volta a campo hoje, às 21h30, no Maracanã, contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, com uma mudança no uniforme: a marca da Superbet, patrocinadora máster do clube, dará lugar à da Superscore, sua parceira global. A troca é uma solução do tricolor para manter o investimento do patrocinador após a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de setembro, suspender as atividades das casas de apostas no país. A Superscore é um aplicativo gratuito que reúne dados e estatísticas de futebol em tempo real e não oferece opção de apostas. O São Paulo, também patrocinado pela Superbet, adotou a mesma medida. A alternativa é semelhante à adotada em casos na Itália, onde a proibição da publicidade de apostas, em vigor desde 2019, levou empresas do setor a criar plataformas e portais de conteúdo esportivo e estatísticas para manter suas operações de mídia. Apesar das restrições à publicidade e à operação das bets, os contratos e os valores dos acordos da Superbet com Fluminense e São Paulo permanecem inalterados enquanto não houver uma definição sobre o futuro das casas de apostas no país. A MP ainda precisa ser votada pelo Congresso Nacional e tem validade de até 120 dias. Nos jogos da Série A realizados após a medida, placas de publicidade exibiram a mensagem “Proibir não é proteger. A demanda não acaba, só muda o endereço”. A campanha é financiada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e por clubes ligados à entidade, entre eles o Flu. Na semana passada, o IBJR e a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão dos efeitos da MP e a manutenção das empresas autorizadas. As entidades alegam, entre outros pontos, que a medida compromete a segurança jurídica e pode empurrar apostadores para o mercado clandestino. Clubes brasileiros, incluindo o Fluminense, entraram com pedidos para participar do processo nos últimos dias. Na segunda-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF a manutenção da proibição e sugeriu uma nova audiência pública antes de o relator, ministro…
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