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No adeus à Argentina, Messi encerra sua jornada do herói

Esportes 07/10/2026 às 11:04
No adeus à Argentina, Messi encerra sua jornada do herói
]]> A festa de despedida de Lionel Messi da seleção argentina E aí, de repente, nunca mais Messi. O adeus do craque à seleção argentina, nesta terça-feira, em amistoso contra Benin, trouxe a lembrança da finitude: então até ele, o gênio de uma geração, uma paisagem indissociável do futebol nos últimos 20 anos, se despede. Então até ele acaba. Primeiro nunca mais Messi em Copas, depois nunca mais Messi pela Argentina. Em breve, nunca mais Messi em campo. Em tempos tão acelerados, nos acostumamos a ver um gênio onipresente, um pouquinho a cada semana, um assombro a cada jogo, as rugas se assentando no rosto enquanto nós também envelhecíamos a conta-gotas. Hiperdocumentamos Messi para, no fim das contas, no epílogo da carreira, seguirmos sem entender como ele conseguiu fazer tudo que fez. + Leia outras reflexões de Alexandre Alliatti Messi em partida amistosa que marcou sua despedida da Argentina Reuters/Matias Baglietto A seleção argentina nunca mais será a mesma. Agora, precisará lidar com a orfandade. Contra Benin, a vitória de 3 a 0, no Monumental de Núñez, teve um gol e duas assistências de Messi, como em um última demonstração da ascendência do craque sobre a equipe. Aos 39 anos, dois meses depois de fazer uma Copa do Mundo memorável, Messi parou porque quis, não porque precisou – e até nisso foi excepcional. Com o fim da história de Messi pela Argentina, termina também uma das trajetórias mais impressionantes de um jogador por uma seleção. Na jornada do herói, recurso clássico das narrativas, o personagem sofre uma transformação no meio do caminho – e chega ao fim muito diferente de como começou. Messi foi da esperança à desconfiança, da desconfiança às críticas, das críticas à desistência, da desistência ao retorno, do retorno à consagração. Um show de drones tomou conta do Monumental para homenagear Lionel Messi Foi um craque de seis Copas do Mundo, de três finais, de um título. Foi maior do que Maradona e conquistou o direito de ser debatido como um possível concorrente de Pelé no posto de melhor jogador de futebol que a humanidade já teve. Embora finito, se tornou imortal. E recebeu, no seu ocaso, a reverência que tanto merecia. Foram 85 mil pessoas, de…
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