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Jovem Rio News

Nem todos antialérgicos são iguais, e alguns podem afetar seu cérebro mais do que você pensa

Rio de Janeiro 06/11/2026 às 14:17
Nem todos antialérgicos são iguais, e alguns podem afetar seu cérebro mais do que você pensa
]]> Milhões de pessoas em todo o mundo tomam anti-histamínicos para tratar alergias, mas alguns desses medicamentos podem causar sonolência, diminuir a velocidade de suas reações e afetar sua concentração. Outros têm muito menos chances de causar esses efeitos. E saber a diferença entre eles pode ajudar a escolher um tratamento para alergia que não interfira no seu dia a dia. Os anti-histamínicos atuam bloqueando a histamina, uma substância química liberada pelo sistema imune durante uma reação alérgica. A histamina causa muitos sintomas comuns de alergia, incluindo coceira, espirros, olhos lacrimejantes e coriza. Os primeiros anti-histamínicos foram desenvolvidos na década de 1940. Medicamentos como a clorfenamina, a difenidramina e a prometazina são conhecidos como anti-histamínicos de primeira geração e ainda estão amplamente disponíveis em medicamentos para alergia, remédios para resfriado e soníferos. Nas décadas de 1980 e 1990, foram introduzidos anti-histamínicos mais recentes, como a loratadina, a cetirizina e a fexofenadina. Conhecidos como anti-histamínicos de segunda geração, eles foram desenvolvidos para causar menos efeitos colaterais, especialmente sonolência. A razão pela qual alguns anti-histamínicos causam sonolência, enquanto outros não, está relacionada ao que acontece no cérebro. Os anti-histamínicos mais antigos conseguem atravessar facilmente a barreira hematoencefálica, que ajuda a controlar o que entra no cérebro a partir da corrente sanguínea. Lá, eles bloqueiam os receptores de histamina que ajudam a mantê-lo alerta e acordado. Estudos de imagem cerebral mostram que os anti-histamínicos mais antigos bloqueiam mais receptores de histamina no cérebro do que os mais novos. Isso está associado a um maior risco de sonolência, tempos de reação mais lentos e dificuldade de concentração. Os anti-histamínicos mais recentes geralmente têm menos efeito no cérebro, embora haja diferenças entre os medicamentos. Um estudo constatou que a fexofenadina ocupava cerca de 2% dos receptores de histamina no cérebro, em comparação com 24% para a cetirizina (um medicamento de segunda geração) e 50 a 60% para a clorfeniramina. Isso ajuda a explicar por que…
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