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Negociar com patrão, mudar jornadas e regular apps: o que Lula e Flávio propõem aos trabalhadores

Destaques 23/10/2026 às 06:00
Negociar com patrão, mudar jornadas e regular apps: o que Lula e Flávio propõem aos trabalhadores
]]> Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV O debate sobre emprego e modelos de trabalho ganhou espaço nos programas de governo, nas declarações públicas e nas propostas dos candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defende a preservação e o fortalecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), marco das relações trabalhistas brasileiras desde 1943. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Já Flávio Bolsonaro (PL) considera que a CLT não acompanha parte das transformações ocorridas no mundo do trabalho nas últimas décadas e defende uma revisão das regras, com medidas como a adoção de contratos por hora e maior peso para as negociações entre empresas e trabalhadores. 💬 Veja abaixo o que se discute sobre a vida dos trabalhadores. Ao fim da reportagem, confira os posicionamentos de cada candidato sobre o tema. Agora no g1 A CLT precisa mudar? A CLT nasceu em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, em um momento em que o Brasil avançava na industrialização e buscava estruturar suas relações de trabalho. Ao longo das décadas, a legislação incorporou uma série de garantias, como férias remuneradas, 13º salário, FGTS, licença-maternidade e regras sobre a jornada de trabalho. A carteira assinada passou a representar, para sucessivas gerações, a porta de entrada para esses direitos. Mas o mercado de trabalho mudou. A indústria perdeu participação na economia, enquanto o setor de serviços ganhou espaço. Com o avanço da internet, surgiram novas formas de contratação, plataformas digitais passaram a intermediar novas atividades e milhões de trabalhadores passaram a atuar por conta própria, como microempreendedores ou pessoas jurídicas. 🔎 Hoje, cerca de 1,8 milhão de brasileiros trabalham por meio de plataformas digitais de serviços. Ao mesmo tempo, o percentual de trabalhadores por conta própria com CNPJ atingiu o maior nível da série histórica do IBGE, passando de 15%, em 2012, para 27,1%, em 2025. Os dados são frequentemente utilizados por candidatos e grupos que defendem mudanças na legislação trabalhista. O…
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