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'Não tô dormindo, [tô] vivendo de remédio', diz mulher agredida com cotoveladas e empurrões por PM

Destaques 28/10/2026 às 21:13
'Não tô dormindo, [tô] vivendo de remédio', diz mulher agredida com cotoveladas e empurrões por PM
]]> Vídeo mostra abordagem triculenta da PM em BH “Eu não tô bem. Meu emocional não tá bem. Eu não tô comendo direito, não tô dormindo, vivendo de remédio.” O desabafo é da faxineira Ângela Maria de Souza, de 61 anos, que foi agredida com cotoveladas por um policial militar durante uma abordagem no bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte, no último sábado (24). Após a ocorrência, a mulher relata dificuldades para retomar a rotina e afirma que ainda não conseguiu voltar ao trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Vídeos gravados por testemunhas e câmeras de segurança mostram o policial Samuel Martins Passos atingindo repetidamente o braço de Ângela enquanto ela se agarra a um poste para evitar ser algemada. Nas imagens, a faxineira também aparece sendo conduzida com empurrões até uma viatura. À TV Globo, Ângela contou que a confusão começou quando o filho dela saiu de bicicleta para comprar leite para o neto, de um ano e nove meses. Ao ser avisada por uma vizinha de que o rapaz havia sido derrubado por policiais, ela correu até o local, sem sequer calçar os chinelos. Segundo a mulher, ao chegar, pediu aos militares que não agredissem o filho, que havia passado por uma cirurgia. Ela afirma que um dos agentes a chamou de "safada" e ordenou que ficasse calada. "Eu falei com eles: 'Sargento, por favor, vocês não batem nele, porque ele tá operado'. Ele falou: 'Melhor você calar sua boca, que você é safada igual ele'", relatou. A faxineira contou que contestou a ofensa e se recusou a deixar o local, afirmando que queria acompanhar a abordagem ao filho. Foi nesse momento, segundo ela, que as agressões começaram. "Eu falei: 'Não sou safada, não. Não vou sair daqui, que sou mãe dele. Se ele tiver com alguma coisa errada, vocês levam ele pra delegacia, que eu vou atrás'. Quando eu falei isso, ele já começou a me bater", relatou. Ângela também afirmou que foi atingida no rosto e na cabeça e que um dos policiais não permitiu que ela recebesse atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sabará após a detenção. Durante a entrevista, Ângela também relatou que um dos policiais teria afirmado que ela e o filho eram maus…
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