Não são só as contas públicas: economistas listam desafios do próximo governo, seja ele qual for
Destaques03/10/2026 às 08:00
]]> Dívida bruta do governo atinge R$ 11 trilhões e chega a 82,9% do PIB "Qual será o principal desafio econômico do próximo governo, seja ele qual for?" Essa foi a pergunta que o g1 fez a mais de 20 economistas de diferentes correntes de pensamento. Entre eles, autoridades e ex-autoridades do setor público, profissionais do mercado financeiro, pesquisadores e professores de diferentes instituições de ensino e pesquisa. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nas respostas, um tema aparece, de longe, como o mais importante: o equilíbrio das contas públicas. A preocupação com a área fiscal, uma unanimidade entre os economistas, está longe de ser novidade para quem acompanha o noticiário. O problema começa no resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo) e acaba se refletindo no crescimento da dívida pública. A dívida bruta do Brasil é a maior registrada desde abril de 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19. Em agosto deste ano, o endividamento do setor público, que reúne governo federal, Previdência, estados e municípios, chegou a R$ 11,05 trilhões. 🔎 O indicador está em trajetória de alta e já equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país. Em outras palavras, a dívida equivale a cerca de 10 meses de tudo o que a economia brasileira produz. Evolução da dívida bruta Arte/g1 Diante desse quadro, um ajuste robusto das contas públicas aparece como a espinha dorsal de qualquer estratégia para destravar a economia brasileira. A avaliação é que uma trajetória mais sustentável para a dívida seria capaz de reduzir a pressão sobre juros e inflação, criando condições para mais investimento, consumo e crescimento. A lógica do atual risco é a seguinte: Quando o governo gasta mais do que arrecada por um período prolongado, precisa se endividar cada vez mais para fechar as contas. E, quanto maior a dívida e a percepção de que ela pode não ser sustentável, maior tende a ser a desconfiança dos investidores. O governo, então, passa a pagar juros mais altos para conseguir se financiar. Não só isso: o cenário pode pressionar a inflação e contribuir para a manutenção da…
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