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'Não há palavras para descrever a dor': a mobilização de um vilarejo para ajudar vítimas de acidente de trem na Espanha

Destaques 30/10/2026 às 09:57
'Não há palavras para descrever a dor': a mobilização de um vilarejo para ajudar vítimas de acidente de trem na Espanha
]]> A mobilização de um vilarejo para ajudar vítimas de acidente de trem na Espanha GETTY IMAGES Urda é um daqueles lugares que visitei muitas vezes para contar suas histórias. Nunca imaginei que voltaria para contar uma tragédia como esta. Sirenes, ambulâncias, bombeiros e pessoas caminhando com o olhar perdido. Foi o que encontrei na quarta-feira (28/10), quando cheguei a este pequeno vilarejo da província de Toledo, em Castilla-La Mancha, ao sul de Madri. Naquela manhã, dois trens colidiram nas proximidades de Urda, deixando pelo menos 74 mortos e dezenas de pessoas feridas. Sou de Castilla-La Mancha e trabalhei durante muitos anos na televisão pública regional. Foi assim que visitei Urda tantas vezes, principalmente no fim de setembro, durante a peregrinação do Cristo de Urda, uma celebração que reúne milhares de pessoas da região. Ao chegar, tive dificuldade para reconhecer o lugar. O barulho, a correria, as equipes médicas, os carros que iam e vinham, os colegas da imprensa, a movimentação frenética. E, em meio a tudo isso, pessoas que tentavam ajudar quem tinha acabado de sair dos trens. A cena diante dos meus olhos não tinha nada a ver com a imagem que eu guardava daquele vilarejo. E uma coisa é viver tudo isso como jornalista; outra, como alguém que é dali. SAIBA MAIS: Sobe para 69 o número de mortos no acidente entre dois trens na Espanha Tragédia na Espanha: o que se sabe sobre colisão de trens que deixou 69 mortos e chocou o país Brasileira está entre os feridos por acidente com trens de alta velocidade na Espanha ACIDENTE NA ESPANHA Uma comunidade mobilizada para ajudar A adrenalina de jornalista nos impulsiona a seguir em frente, mas a cena era dantesca. Quando cheguei ao local do acidente, a cerca de 8 km do vilarejo, vi os vagões destruídos dos dois lados do aterro e os últimos feridos que ainda conseguiam caminhar se dirigindo aos ônibus disponibilizados para transportá-los. Do outro lado, uma fila de ambulâncias atendia os feridos em estado mais grave. A cabeça funciona quase no piloto automático, mas há cenas que a gente não esquece. Soraya Rodríguez não hesitou em oferecer toda a ajuda possível por meio do seu supermercado Lorena Motos/BBC…
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