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Jovem Rio News

Na noite de Messi, o encontro entre a beleza do futebol e a melancolia da despedida

Esportes 07/10/2026 às 19:25
Há noites que subvertem a essência de uma partida de futebol, o princípio básico de assistir a qualquer evento esportivo. Em geral, a graça da experiência é se entregar a ela sem saber se sairemos alegres ou tristes, vitoriosos ou derrotados. Mas, desde que em nossas agendas passou a constar a noite de 6 de outubro como o último jogo de Messi pela seleção argentina, já era possível saber que assistiríamos a um jogo do qual sairíamos todos com a sensação de que havíamos perdido algo. Despede-se da seleção o maior jogador de futebol que quase todos os seres humanos que hoje estão vivos viram jogar, e ao fazê-lo ele está dando um sinal de que, em breve, sua saída de cena será definitiva. Viveremos um mundo quase distópico em que o futebol existirá sem Messi. Não se trata de comparar carreiras, mas pensemos em dois acontecimentos de exceção na história do jogo: quantas pessoas tiveram o privilégio de ver, com discernimento suficiente para se darem conta de estar diante de algo excepcional, as carreiras inteiras de Pelé e Messi? O número é pequeno o suficiente para que sejamos obrigados a nos conformar com a ideia de que o mais provável é não voltarmos a ver algo parecido. O futebol de Messi é um daqueles acontecimentos únicos na vida de algumas gerações. Argentina 3 x 0 Benin | melhores momentos | Amistoso Internacional A trajetória do argentino por sua seleção retrata como ele, ao mesmo tempo, confirmou e contrariou tendências do futebol atual, traços que caracterizam o perfil das estrelas do jogo moderno. Em dado momento, Messi personificou o estranhamento vivido por tantos torcedores de tantas seleções diante dos cidadãos do mundo globalizado. Ou você vence, ou sua derrota será atribuída à falta de identidade nacional. Se tantos jogadores já foram alvos do debate simplesmente por trocarem de país no fim da adolescência, não chega a surpreender que a reprimenda atingiria alguém que viveu um roteiro ainda mais radical: Messi deixou a Argentina aos 13 anos, mostrou-se um gênio semana após semana na Espanha, mas foi apenas na quinta Copa que conseguiu conduzir sua seleção a quebrar longos 36 anos de espera por um título mundial. No entanto, o mesmo Messi que…
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