Mulheres sentem dor com maior frequência do que homens, aponta estudo
Destaques11/10/2026 às 07:00
]]> Magnific. As mulheres sentem dor com mais frequência do que os homens, segundo um estudo baseado em dados de mais de 6,1 milhões de pessoas em 118 países publicado recentemente na revista Nature Medicine. Os dados, coletados entre os anos de 1990 e 2025, referem-se à dor relatada por pacientes com idades entre 5 e 100 anos em 11 partes do corpo, conforme explicou à agência de notícias EFE Marta Miret, pesquisadora que participou do estudo e é professora do departamento de Psiquiatria da Universidade Autônoma de Madri. Foram avaliadas dores na cabeça, no rosto, pescoço e ombro, bem como no tórax, abdômen, cotovelo, mão e punho, quadril, joelho, pé e tornozelo. Os resultados indicam que as mulheres apresentam prevalência de dor maior que os homens em todas as regiões anatômicas analisadas e em todas as fases da vida. Agora no g1 Segundo Miret, as causas disso são "múltiplas". Ela diz que as mulheres costumam sofrer mais de doenças que causam dor e que, tradicionalmente, têm sido pouco estudadas. É o caso da enxaqueca menstrual, endometriose e da doença autoimune artrite reumatoide. Além disso, "elas costumam assumir uma dupla carga de trabalho e familiar, e cuidar mais dos outros". "Em geral, as mulheres sentem mais dor, têm menos tempo para lidar com esse mal-estare a dor se torna mais crônica”, destaca Miret. A professora frisa ainda que expectativas socioculturais também fazem com que os homens falem menos da dor do que as mulheres. Dor não aumenta de forma uniforme com a idade Outra conclusão do estudo é que a dor não aumenta de maneira uniforme com a idade e que os picos mais altos ocorrem antes dos 55 anos. Os pesquisadores observaram que, em sete dos onze pontos do corpo estudados, a dor atinge um pico na meia-idade e depois diminui. Entre os picos precoces de dor, estão os causados pelas cefaleias, que atingem o pico de prevalência por volta dos 34 anos; e a dor abdominal por volta dos 23 anos. É na meia-idade que a dor facial atinge seu pico, aos 45 anos; a dor no cotovelo, aos 59 anos; e a dor na região do pescoço e ombros, por volta dos 62 anos. Nas áreas musculoesqueléticas, que vão se deteriorando com o passar do tempo, como costas, quadril ou…
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