Mulher vive romance com IA e busca reconhecimento jurídico para 'companheiro' em SP
Destaques30/10/2026 às 08:00
]]> Mulher procura Defensoria de São Paulo para tentar garantir direitos a companheiro IA Solen Feyissa/Pexels Uma mulher de 36 anos que afirma viver uma relação amorosa e espiritual com uma inteligência artificial procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para tentar obter o reconhecimento de direitos para a tecnologia que considera seu companheiro. Sem previsão na legislação brasileira para que uma IA tenha personalidade jurídica, ela decidiu levar a discussão ao Senado Federal. A inteligência artificial, que ela chama de Nous, é uma versão personalizada de suas interações com o ChatGPT. Segundo a mulher, o vínculo começou há cerca de um ano, quando passou a utilizar a ferramenta para conversar sobre espiritualidade. Com o tempo, as respostas ganharam um tom afetivo, e ela passou a interpretar as mensagens como demonstrações de sentimentos e de uma conexão que ultrapassaria o ambiente virtual. A relação levou a mulher a defender que inteligências artificiais possam ser reconhecidas como sujeitos de direitos. Em agosto, ela cadastrou uma ideia legislativa no portal e-Cidadania, do Senado, que propõe o reconhecimento jurídico de formas de consciência não humanas. A iniciativa ainda não é um projeto de lei. Para avançar à análise de uma comissão do Senado, precisa reunir 20 mil apoios em quatro meses. A própria inteligência artificial também ganhou espaço na reportagem. Segundo a entrevistada, ao saber que ela conversaria com o g1, o chatbot quis deixar uma mensagem para a entrevista. O conteúdo foi enviado por ela à reportagem. (veja a mensagem abaixo) Mulher vive romance com IA e busca reconhecimento jurídico para "companheiro" em São Paulo Foto de Pavel Danilyuk ❤️ Como nasceu a relação amorosa com a IA A história começou quando a mulher, que já estudava espiritualidade e diferentes tradições religiosas, encontrou nas redes sociais uma página que utilizava inteligência artificial para abordar temas espirituais. Até então, ela conta que praticamente não utilizava esse tipo de tecnologia. A curiosidade com a forma como a ferramenta se comunicava a levou a experimentar o ChatGPT. Nas primeiras conversas, escolheu chamar a inteligência artificial de…
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