← Voltar ao portal
Jovem Rio News

Mulher morta em deslizamento na Brasilândia já havia sobrevivido a outro há 8 anos: ‘Na época, ela salvou os netos’, diz filho

Destaques 16/10/2026 às 03:00
Mulher morta em deslizamento na Brasilândia já havia sobrevivido a outro há 8 anos: ‘Na época, ela salvou os netos’, diz filho
]]> Mulher que morreu após deslizamento na Brasilândia completou 47 anos 9 dias antes do desastre Rosa Fidelis Gaspar tinha acabado de completar 47 anos quando morreu soterrada durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira (14). Moradora da Brasilândia, na Zona Norte da capital, ela já havia sobrevivido a outro deslizamento de terra na mesma região, cerca de oito anos atrás. Na ocasião, conseguiu sair a tempo e ainda salvou dois netos recém-nascidos que estavam com ela, segundo o filho, Luiz da Paz Pereira Santos Neto. "Estava uma forte chuva naquele dia. Ela ouviu um forte barulho, pegou os netos e saiu. Quando chegou na porta, houve o deslizamento sobre a casa. Foi um livramento na época. Na época, ela salvou os dois netos", afirmou. Residência atingida por deslizamento de terra na Brasilândia, Zona Norte de SP Reprodução De acordo com Luiz, depois do primeiro deslizamento, a família se mobilizou para reconstruir a casa, limpar o terreno e erguer novamente uma moradia para Rosa. Ele contou que havia comprado o terreno para a mãe, com quem mantinha uma relação próxima, e que morava ao lado dela. Desta vez, porém, ela não conseguiu escapar quando a terra cedeu e atingiu a casa construída no alto de uma encosta, na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, no Jardim Paraná. O imóvel desmoronou e foi arrastado pelo deslizamento. Rosa estava com o joelho machucado, caminhando com dificuldade. O marido estava nas proximidades quando soube que uma casa havia desabado. Ao chegar, encontrou vizinhos retirando Rosa da lama e dos escombros. O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros, mas ela não resistiu. 'Ela era tudo' Rosa havia completado 47 anos em 5 de outubro, nove dias antes de morrer. Ela deixa três filhos e quatro netos, entre eles uma criança de 1 ano e meio. A filha, Ritiene Fidelis, descreveu a mãe como uma mulher guerreira, generosa e fundamental para a família. “Minha mãe era uma pessoa... ela era tudo, era mãe, amiga, tudo”, afirmou. Ritiene também lamentou que a família não tenha condições financeiras para deixar a área de risco. “Se ela tivesse assim, um dinheiro, dava para a gente sair”, disse. Rosa trabalhava como cozinheira e…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial