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MPMG denuncia 7 por cárcere privado, tortura e crimes sexuais em clínicas clandestinas de Montes Claros

Mundo 19/10/2026 às 23:15
MPMG denuncia 7 por cárcere privado, tortura e crimes sexuais em clínicas clandestinas de Montes Claros
]]> Desrespeito à dignidade humana erá pratica comum em clínicas clandestinas Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por cárcere privado, tortura e crimes sexuais cometidos em clínicas clandestinas de Montes Claros. Segundo informações divulgadas pelo MPMG, o grupo tem ligação com a Clínica Assistencial Fortalecer e com o Instituto Feminino Fortalecer, uma rede de clínicas clandestinas de internação que funcionava na cidade. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp A Inter TV tentou contato com o advogado do responsável pelos locais, mas ele disse que estava em audiência e que responderia posteriormente. O defensor não havia enviado o posicionamento até a última atualização desta reportagem. Abuso sexual e tortura: 6 são presos em operação que apura crimes em clínicas clandestinas de Montes Claros “A denúncia aponta quinze vítimas mantidas em cárcere privado entre 2023 e 2026, nove delas adolescentes à época dos fatos e quatro mulheres com transtorno mental." Entre os denunciados estão o proprietário das unidades, apontado como líder do grupo, e funcionários que atuavam na coordenação, acompanhamento e vigilâncias dos internos. O MPMG afirmou ainda que parte das vítimas era levada para internação compulsória, por meio de decisões judiciais, com despesas pagas pelos municípios. “Essas internações eram indevidas, porque a lei proíbe qualquer forma de internação em comunidades terapêuticas, que só podem acolher quem as procura voluntariamente.” O MPMG disse ainda que as vítimas não tinham acompanhamento de equipe técnica nem tratamento. “Nas unidades, as internas ficavam trancadas, sem documentos e sem telefone, e só falavam com a família uma vez por semana, sob vigilância. A disciplina era imposta com psicotrópicos ministrados sem prescrição, amarração em camas com faixas de contenção, agressões e trabalho forçado.” A denúncia do MPMG apontou ainda que “o proprietário também se valia da privação de liberdade e da autoridade sobre as internas para submetê-las a abusos sexuais. Adolescentes eram levadas a motéis, com a intermediação de integrantes do grupo,…
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