MP denuncia dono de bar e fornecedor por bebida com metanol que deixou homem cego em SP; vodca russa foi usada como antídoto
Destaques25/09/2026 às 21:29
]]> O comerciante Cláudio Crespi, que foi intoxicado por metanol em bebida alcoólica Arquivo pessoal O Ministério Público de São Paulo denunciou o dono de um bar em Guarulhos, na Grande São Paulo, e um vendedor de bebidas clandestinas por envolvimento na venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol que provocaram intoxicação grave em um homem. A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (25) pela 16ª Promotoria de Justiça de Guarulhos. Segundo o Ministério Público, o proprietário do estabelecimento conhecido como Budega Acopiara foi indiciado pela Polícia Civil por manter em depósito e vender bebidas adulteradas. Já Gilmar Silva dos Santos, que também aparece em ao menos outros quatro inquéritos sobre bebidas com metanol com vítimas, foi denunciado por distribuir e entregar ao consumo as bebidas adulteradas. 'Eu fiquei cego aos 55 anos': vítimas de bebidas com metanol convivem com sequelas permanentes, um ano depois De acordo com a investigação, a vítima, Claudio Crespi, consumiu em 27 de setembro de 2025 uma vodca após frequentar o estabelecimento. Ele desenvolveu um quadro grave de intoxicação por metanol e precisou ser internado. Um laudo pericial apontou que a vítima perdeu permanentemente a visão. Uma garrafa de vodca russa com 40% de teor alcoólico que era usada como decoração pela família dele havia 5 meses ajudou a salvar a vida de Cláudio. Na época, a advogada Camila Crespi, sobrinha do comerciante, contou ao g1 que ele foi levado às pressas para a UPA da Vila Maria, e uma médica apontou a suspeita de metanol no paciente, que foi entubado. O problema: o hospital não tinha o antídoto que combateria a intoxicação. A solução: Camila tinha, em casa. A Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo informou que, na ocasião, o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) recomendou a administração de bebida alcoólica russa por sonda nasogástrica no paciente. “Protocolo reconhecido e utilizado em situações emergenciais com bons resultados clínicos. O procedimento foi acompanhado por um familiar que também é médico. A administração do antídoto (o próprio etanol) deve ser realizada em um equipamento de saúde, para impedir que o corpo transforme o…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.