MP deflagra operação contra grupo que usava deepfakes de Drauzio Varella para vender produtos de saúde em anúncios falsos
Destaques04/11/2026 às 18:55
]]> Vídeos falsos dão a entender que pessoas como Drauzio Varella e Cláudia Raia estão incentivando compra de produtos BBC O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta quarta-feira (4) uma operação contra um grupo investigado por usar deepfakes de pessoas famosas, entre elas o médico Drauzio Varella, para vender na internet produtos relacionados à saúde. O grupo usava a imagem e a voz de pessoas conhecidas sem autorização para criar anúncios falsos e dar credibilidade aos produtos. Segundo o MP, os investigados também vendiam mentorias que ensinavam a criar propagandas falsas para divulgação no Facebook e no Instagram. A operação, batizada de Merovingian, é conduzida pelo CyberGAECO, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro. 🔎 Deepfake é uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial. Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra, ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado. Além das mentorias, a investigação aponta para a comercialização de suplementos e substâncias medicinais sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com promessas de resultados milagrosos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo. De acordo com o Ministério Público, os dispositivos apreendidos poderão ajudar na identificação de outros envolvidos no esquema e de outras vítimas. Drauzio Varella vendendo colágeno? Como deep fakes estão sendo usados para golpes A investigação teve origem em uma representação apresentada por Drauzio Varella, por meio do escritório Bottini & Tamasauskas Advogados. “O sistema de justiça tem respondido com firmeza ao uso da inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de personalidades públicas. A situação é grave e, infelizmente, cada vez mais comum, com impacto direto sobre a saúde pública, porque leva pessoas a consumir produtos sem controle sanitário acreditando seguir a recomendação de um médico. Os responsáveis terão de responder pelos danos que causaram”, afirmaram os advogados Igor Tamasauskas e Otávio Mazieiro, que representam o médico. Indenização de R$ 70 mil Em outubro, a 6ª Câmara…
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