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Mortes por câncer do colo do útero podem aumentar quase 40% no mundo até 2050, aponta estudo

Destaques 02/11/2026 às 15:00
Mortes por câncer do colo do útero podem aumentar quase 40% no mundo até 2050, aponta estudo
]]> Autocoleta para HPV pode reduzir desigualdades na prevenção do câncer do colo do útero Adobe Stock O número de mortes por câncer do colo do útero pode aumentar 39,3% em todo o mundo até 2050, chegando a aproximadamente 522 mil óbitos por ano. No mesmo período, os novos casos da doença devem crescer 20,2%, ultrapassando a marca de 1 milhão de diagnósticos anuais. As projeções fazem parte de um estudo publicado nesta segunda-feira (2) na revista científica Nature Medicine. A pesquisa analisou dados de 204 países e territórios, incluindo o Brasil, e mostra que, apesar de ser um dos tipos de câncer com maior potencial de prevenção, a doença deve continuar provocando centenas de milhares de mortes nas próximas décadas. O cenário é especialmente preocupante nos países de baixa renda, onde as mulheres enfrentam maiores dificuldades para ter acesso à vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), aos exames preventivos e ao tratamento de lesões que podem evoluir para câncer. No Brasil, os pesquisadores estimaram que, em 2023, ocorreram aproximadamente 26,5 mil novos casos e 10,9 mil mortes por câncer do colo do útero. Os números foram calculados por modelos estatísticos internacionais e diferem das estimativas oficiais brasileiras, que utilizam outra metodologia. O levantamento também indica que, se as tendências atuais forem mantidas, nenhuma das sete grandes regiões do mundo analisadas pelos pesquisadores deverá atingir, até 2050, a meta de eliminação do câncer do colo do útero estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a organização, a eliminação como problema de saúde pública significa reduzir a incidência para menos de quatro novos casos por 100 mil mulheres por ano. DNA-HPV substitui o tradicional papanicolau e ajuda na detecção de doenças O que os pesquisadores encontraram? O estudo foi conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por Natalie Pritchett e Lisa Force, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram informações do estudo Carga Global de Doenças (GBD, na sigla em inglês), que reúne dados de saúde de diferentes países. A equipe analisou a incidência, a…
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