'Morreu após dizer não': por que identificar os sinais de violência pode salvar mulheres em RO
Destaques10/10/2026 às 15:11
]]> Aluno mata professora a facadas em Rondônia; Justiça converte prisão em flagrante do estudante em preventiva Na última aula que deu antes de morrer, Juliana Santiago prometeu aos alunos que aquela seria a “melhor matéria da semana”. Horas depois, a professora foi morta a facadas por um aluno dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho. Ele foi denunciado por feminicídio. Juliana tinha 41 anos, era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal. Contexto: o crime aconteceu em fevereiro de 2026. De acordo com testemunhas, o aluno do 5º período de Direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, aguardou Juliana ficar sozinha depois da aula e começou uma discussão. Na sequência, ele a atacou com um punhal. A professora foi atingida nos dois seios e sofreu uma laceração no braço. A defesa dele optou por não se pronunciar. Em entrevista ao g1, Marisson Dourado, que era aluno da professora, contou que Juliana era uma pessoa otimista, positiva e acolhedora. Segundo ele, ela estava sempre preocupada em inovar e tornar as aulas mais leves e dinâmicas. “Sabia identificar as nossas limitações, sabia identificar as nossas fragilidades e quase que com as próprias mãos tinha o prazer de ensinar e de transportar a gente. Empregou didáticas completamente novas. Fazia seminários completamente diferentes, com teatro”, disse. Para o Ministério Público de Rondônia (MPRO), Juliana foi vítima de feminicídio. Segundo a denúncia apresentada pelo órgão, o crime aconteceu depois que ela recusou investidas sexuais feitas pelo aluno. Para a acusação, a recusa foi determinante para o assassinato. “A recusa dela peremptória em não manter uma relação com ele foi um fator determinante para ele matá-la”, disse o promotor de Justiça Marcos Alexandre. O assassinato de Juliana terminou em uma sala de aula. Mas, em muitos casos, a violência contra a mulher começa muito antes do feminicídio, com ameaças, perseguição, controle, agressões e outras formas de violência. ➡️ É justamente nesse intervalo, entre os primeiros sinais e a morte, que está uma das principais perguntas sobre o enfrentamento à violência contra a mulher: quando e como…
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