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Moradores reclamam de cadastro privado e autorização de acesso apenas 2 vezes por dia nas próprias casas durante shows do BTS no estádio do Morumbi, em SP

Destaques 30/10/2026 às 16:37
Moradores reclamam de cadastro privado e autorização de acesso apenas 2 vezes por dia nas próprias casas durante shows do BTS no estádio do Morumbi, em SP
]]> Acessos fechados pela Live Nation no entorno do estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Rodrigo Rodrigues/g1 Moradores do entorno do estádio do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, questionam as restrições de acesso às próprias residências durante a realização dos três shows do grupo sul-coreano BTS, a partir desta sexta-feira (30). As medidas foram estabelecidas pela produtora Live Nation em acordo com a Prefeitura de São Paulo. Segundo os moradores, a Live Nation exige um cadastro prévio para autorizar a entrada e a saída das residências durante os eventos. O procedimento inclui o fornecimento de dados pessoais e informações sobre os imóveis. Ao menos 12 pontos de controle de acesso foram instalados nas imediações do estádio (veja os locais abaixo). Para atravessar os bloqueios, tanto a pé quanto de carro, os moradores precisam realizar um cadastro no site da produtora e obter um QR Code e, no caso dos veículos, um adesivo de identificação. BTS reúne diferentes gerações em fila para show em SP O cadastro disponibilizado pela Live Nation solicita nome completo, CPF, número do IPTU e comprovante de residência. Segundo as regras publicadas no site, o acesso é limitado a seis pessoas por imóvel, com direito a duas entradas ou saídas por pessoa a cada dia. Além do QR Code, os moradores devem apresentar um documento de identificação com foto para atravessar os bloqueios. As restrições estão previstas para durar 72 horas, até a madrugada de segunda-feira (2). “É um absurdo essa restrição do nosso direito de ir e vir. Qual a necessidade de fazer os bloqueios na madrugada do dia anterior? Quando fui buscar minha filha na escola, levamos quase 3h para conseguir chegar em casa, um trajeto que costumo fazer em 20 minutos. Sem contar sermos obrigados a cadastrar nossos dados pessoais em uma empresa que nunca tinha ouvido falar, para ter direito a um QR Code para entrar na minha própria casa. Surreal tudo isso”, reclama a produtora cultural Thais Aguiar, que mora há mais de dez anos no local. O administrador Pedro Chaim, que mora na região desde 1994, afirma que tentou realizar o cadastro, mas não conseguiu porque o site da Live Nation não reconheceu o número do…
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