Ministério da Fazenda atribui aperto no bolso das famílias ao custo do crédito, não ao tamanho da dívida
rio23/09/2026 às 10:48
]]> O Ministério da Fazenda apresentou, nesta terça-feira (dia 22), dados sobre o endividamento das famílias, tema explorado pelos adversários do governo Lula. Na visão da pasta, o que está pesando no bolso dos brasileiros são as modalidades mais caras de crédito, como cartão e cheque especial, mais afetadas pela alta dos juros. Ainda de acordo com o ministério, o patamar da dívida está praticamente estável nos últimos três anos. Rafael Leão, subsecretário de política macroeconômica do Ministério da Fazenda, afirma que o crédito está crescendo numa magnitude “muito moderada” na comparação histórica com outros períodos em que a alavancagem se deu de maneira mais acelerada. — Apesar disso, tem um núcleo do endividamento familiar que é menos relevante dentro da carteira, mas que é caro, incomoda o bolso, especialmente o rotativo, que está rodando aí no patamar de quase 436% ao ano. Você tem o cartão parcelado, cheque especial, enfim, todas as modalidades que encareceram junto com ciclo de alta da política monetária — disse Selic Ele mencionou que o custo dessas modalidades tendem a cair com a queda da taxa Selic. Na semana passada, o Banco Central (BC) reduziu a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido. — Conforme a política monetária vai se flexibilizando, vai afrouxando esse aperto, especialmente nessas modalidades mais caras — destacou o subsecretário Segundo ele, o objetivo do estudo, que considerou três aspectos do endividamento, foi "jogar luz" nessa questão, avaliando se há uma "ruptura, estresse no mercado". Os dados foram divulgados durante a apresentação do boletim macrofiscal, com projeções dos principais indicadores econômicos. Endividamento O endividamento foi apontado no documento como um fator que contribuiu para a revisão do crescimento da economia para 2% em 2026. Em julho, a previsão estava em 2,3%. O estudo avaliou o comportamento do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o núcleo da carteira carregada pelas famílias, modalidades de crédito e a concentração do crédito, se em recursos livres ou direcionados. — A gente observa que o estoque de crédito está crescendo em relação ao PIB. Mas, o PIB também cresceu.…
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