"Minha segunda casa": como o karatê transforma a vida de jovens em Ariquemes
esportes22/09/2026 às 12:52
]]> O karatê vai muito além do tatame e do peso das medalhas acumuladas no peito. Para quem vive a rotina do dojô, a arte marcial é ferramenta de transformação, disciplina escolar e resgate social. É o caso de Pedro Henrique, de 12 anos, que encontrou no esporte uma nova perspectiva de vida, mas agora acompanha de perto outra batalha fora das quadras: a corrida contra o tempo e a falta de recursos para levar a equipe ao Campeonato Pan-Americano, em Parauapebas (PA). Da rua para o dojô Há dois anos vestindo o kimono, Pedro Henrique guarda o orgulho das conquistas que já acumulou, mas garante que a maior vitória foi a mudança em seu estilo de vida. "Eu já estou no karatê faz dois anos. Tenho muitas medalhas, pesa até o pescoço um tanto de medalha assim e ainda tenho chance de ganhar mais um ouro. O karatê significa para mim a minha segunda casa. Minha vida mudou muita coisa: antes eu vivia na rua, agora nem saio mais, fico só no dojô e é isso", revela o jovem atleta. A transformação no comportamento do garoto também é celebrada dentro de casa pela mãe, Bruna Rodrigues, que acompanha de perto a evolução do filho. "Ele é outra pessoa. Era uma pessoa que gostava muito de bagunça, de rua... Agora não. É só esporte, escola, casa, família e o celular, que é coisa de jovem", comenta a mãe. Disciplina que transforma na escola Equipe de karatê de Ariquemes durante Copa local Rinaldo Moreira O impacto do esporte cruza os limites do dojô e reflete diretamente na sala de aula. Glaucilene de Paula, diretora da Escola Magdalena Tagliaferro, destaca como a disciplina do karatê resgata o foco e o interesse dos alunos pelos estudos. "Tem tantas transformações. Tinha um aluno que não queria nem estudar mais e, pelo karatê, ele voltou a estudar, foi campeão e está com a gente. O esporte transforma! A disciplina que o karatê exige nos ajuda muito na parte da aprendizagem", afirma Glaucilene. Drama por recursos e o sonho do Pan Apesar de formar campeões e acumular histórico de títulos, a equipe da Okinawa/UKIRO enfrenta um adversário indigesto fora dos tatames: a falta de patrocínio. Com a proximidade do Campeonato Pan-Americano em Parauapebas, no Pará, a delegação precisou reduzir…
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