Milícia cobrava taxas de moradores de condomínio com mais de mil apartamentos na Baixada Fluminense
Rio de Janeiro15/10/2026 às 07:00
]]> Uma investigação capitaneada por policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) revelou que a milícia der Gilson Ingrácio de Souza Junior, o Juninho Varão, explorava a cobrança ilegal de taxas e extorquia mais de mil moradores de um condomínio de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Jardim Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Crime organizado: operação mira milícia de Juninho Varão por controlar condomínio em Nova Iguaçu; moradores sofriam extorsão Crime organizado: quem é o miliciano Juninho Varão, alvo de operação da PF e do MPRJ? Ele aterroriza parte da Baixada Fluminense Nove pessoas foram indiciadas por crime de constituição de milícia privada, entre elas um policial militar. A estimativa é a de que o grupo criminoso arrecadava mensalmente com o negócio ilegal valores que variam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Distintivo falso, porrete e chaves de imóveis dentro da caçamba de uma picape Reprodução Pcerj Segundo a polícia, a quadrilha cobrava taxas ilegais de R$ 70 a R$ 80 por cada moradia. De acordo com a investigação, o valor cobrado podia dobrar caso houvesse atraso no pagamento da extorsão. O conjunto habitacional explorado economicamente pela milícia tem dez blocos e mais de mil apartamentos. Quem se recusava a pagar a extorsão sofria ameaças de expulsão e até de assassinato. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga se foi exatamente isso o que aconteceu com o morador Vitor Hugo Pereira Tomaz. Retirado de casa por homens armados, ele foi executado e teve o corpo encontrado, no dia 29 de setembro de 2025, no Rio Guandu. Nesta quarta-feira, agentes da Draco/IE, que investigam a ação do grupo paramilitar, deflagraram uma operação para cumprir dois mandados de prisão e outros dez de busca e apreensão contra suspeitos de integrar o bando. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Os agentes estiveram no condomínio e em endereços ligados aos nove indiciados. Foram apreendidos computadores, celulares, cadernos com anotações, chaves de imóveis, um distintivo falso e uma espécie de porrete ou bastão de…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.