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'Meu medo é o governo Lula buscar atalhos e brigar com o mercado': por que professor em Cambridge defende ajuste fiscal 'suave'

Destaques 08/11/2026 às 08:00
'Meu medo é o governo Lula buscar atalhos e brigar com o mercado': por que professor em Cambridge defende ajuste fiscal 'suave'
]]> Por que professor de Cambridge defende ajuste fiscal 'suave' REUTERS via BBC Não há "atalhos" para equilibrar as contas públicas e cortar os juros no Brasil, defende o economista Tiago Cavalcanti, brasileiro professor titular da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Na sua visão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa anunciar rapidamente medidas críveis para um ajuste fiscal gradual ao longo dos próximos anos. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A primeira delas seria anunciar sua nova equipe econômica, com nomes comprometidos com o equilíbrio das contas públicas, e garantir apoio político ao grupo. "Você pode fazer o compromisso de longo prazo. Então, não precisa cortar [de uma vez], vamos suavizar isso ao longo dos anos", propõe, em entrevista à BBC News Brasil. Agora no g1 Para Cavalcanti, o controle dos gastos não é incompatível com a promessa de Lula de não cortar programas sociais. Por outro lado, ele considera que é necessário mudar a regra que garante reajuste de salário mínimo acima da inflação sempre que há crescimento da economia — algo que Lula prometeu manter. Na sua visão, enquanto as contas públicas não estiverem equilibradas, o governo deveria garantir apenas a reposição da inflação. O reajuste do salário mínimo tem impacto importante nas despesas porque é o piso para as aposentadorias e pensões do INSS e de benefícios como o BPC — essas despesas representam mais de 40% dos gastos primários da União. "Eu acho que recuperar o poder de compra [reajustando o salário mínimo pela inflação] é possível. Agora, quando você promete, além de recuperar o poder de compra, dar aumentos acima da inflação, e isso vai ter repercussões em todos os salários, aposentadorias, etc, já acho que começa a não ser mais compatível [com o ajuste fiscal]", disse. Para Cavalcanti, o equilíbrio das contas públicas não é incompatível com a promessa de Lula de não cortar gastos sociais DIVULGAÇÃO via BBC Com sólida formação acadêmica, Cavalcanti tem doutorado e mestrado em Economia pela University of Illinois, nos Estados Unidos. Além de atuar em Cambridge, é professor da Fundação Getúlio Vargas. No início do ano, foi…
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