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'Meu irmão comprou sem saber a cápsula de césio-137 que desencadeou maior acidente radioativo do Brasil'

Destaques 30/10/2026 às 20:17
'Meu irmão comprou sem saber a cápsula de césio-137 que desencadeou maior acidente radioativo do Brasil'
]]> Odesson Ferreira perdeu parte dos seus dedos devido à radiação Norbert Suchanek e Associação das Vítimas do Césio-137/Arquivo AV-Césio "Havia uma pequena abertura em uma parte do aparelho, que emitia uma luz hipnotizante e muito chamativa..." Em setembro de 1987, a notícia sobre a estranha cápsula com cristais azul brilhante no ferro-velho de Devair Alves Ferreira se espalhou em Goiânia (GO). Vizinhos, familiares e amigos se reuniram para observá-la com seus próprios olhos. A cápsula foi aberta e os cristais manipulado por várias pessoas. Algumas levavam amostras para casa, para mostrá-los às suas famílias. Influenciadora mostra como estão os locais atingidos pelo Césio-137 O que ninguém sabia era que eles estavam manipulando césio-137, um material altamente radioativo que causaria o maior acidente radiológico da história do Brasil. Ferreira havia comprado a cápsula de dois catadores de material reciclável. Eles a haviam encontrado dias antes, em uma clínica abandonada. Seu irmão Odesson Alves Ferreira recomendava que ele a jogasse fora, pensando que seria "inútil". Mas Devair estava fascinado com os cristais e chegou a pensar em transformá-los em uma pedra preciosa, para colocar em um anel para sua esposa. Ele diria mais tarde que havia se apaixonado pelo "brilho da morte". Cerca de 100 mil pessoas foram submetidas a testes para detectar contaminação radioativa quando foi descoberto o incidente em Goiânia, no ano de 1987 Norbert Suchanek e Associação das Vítimas do Césio 137/Arquivo AV-Césio Uma semana depois, dezenas de pessoas foram acometidas de uma doença misteriosa. Um amigo próximo da família relacionou o momento em que surgiu a enfermidade com a chegada do estranho cilindro brilhante. Por isso, a esposa de Devair, Maria Gabriela Ferreira, levou o cilindro para a Vigilância Sanitária. O aparelho ficou abandonado em uma cadeira no pátio, até que o físico Walter Mendes Ferreira o examinou com um detector de radiação. As leituras eram tão altas que se acreditou, inicialmente, que o dispositivo estivesse avariado. Mas um segundo aparelho confirmou a leitura. LEIA TAMBÉM: Césio-137: projeto que cria memorial em homenagem a vítimas de acidente radioativo em…
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