Mensagens mostram empresário consultando investigado por elo com PCC durante compra de distribuidora de combustíveis
Destaques26/09/2026 às 06:00
]]> 3° fase da operação Carbono Oculto faz buscas contra executivos do Banco Genial e delator do Banco Master Um conjunto de mensagens extraídas de celulares de investigados revela, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os bastidores da compra da distribuidora de combustíveis Terrana por uma suposta organização criminosa liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Nos diálogos, empresários, advogados e executivos financeiros discutem a criação de empresas, a estrutura usada para financiar a aquisição, a necessidade de consultar Mohamad antes de tomar decisões e até como preservar a aparência de que o empresário Paulo Narcélio Simões do Amaral era o verdadeiro comprador da distribuidora. Entre as extrações de conversas e análises feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi encontrado um grupo de WhatsApp chamado "Novo direção Terrana". Ele foi criado no fim de 2024, depois da compra da Terrana, e é apontado pela investigação como um dos principais canais de comunicação da nova gestão da distribuidora. As mensagens analisadas mostram que o grupo reunia responsáveis pela condução financeira, contábil e administrativa da Terrana, entre elas o empresário apresentado como comprador da empresa; Mohamad Hussein Mourad ("Primo"), identificado pela investigação como participante ativo da gestão, além de outros três operadores. Segundo o Gaeco, o conteúdo das conversas indica que Mohamad acompanhava e orientava decisões relacionadas à reestruturação da empresa após a compra, enquanto outros operadores compartilhavam documentos e informações sobre a operação societária que transferiu o controle da Terrana. Um dos diálogos destacados pela investigação é uma mensagem do empresário que teria sido "recrutado" para ser o comprador afirmando ser importante manter sua presença para preservar a imagem de que a empresa teria sido adquirida por ele. Para os investigadores, a conversa sugere que ele figurava como comprador formal, enquanto outras pessoas exerceriam influência efetiva sobre a gestão. ‘O primo está mais nervoso que eu’ Um dos momentos de maior tensão…
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