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Menopausa deixa marca no sangue associada ao envelhecimento do cérebro e ao risco de Alzheimer, mostra estudo

Destaques 30/09/2026 às 07:00
Menopausa deixa marca no sangue associada ao envelhecimento do cérebro e ao risco de Alzheimer, mostra estudo
]]> Freepik A menopausa muda a composição de proteínas do sangue em um padrão que se aproxima do envelhecimento cerebral. Na velhice, as mulheres que carregavam essa marca com mais intensidade tiveram declínio cognitivo mais rápido e um risco um pouco maior de desenvolver Alzheimer. É o que mostra um estudo publicado na revista científica Nature Medicine, conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com dados de milhares de mulheres acompanhadas em cinco grupos de pesquisa americanos e britânicos. O achado pode explicar por que as mulheres respondem por cerca de dois terços dos casos de Alzheimer. A diferença é conhecida há décadas, mas os mecanismos biológicos por trás dela ainda são pouco compreendidos. Para Renato Anghinah, professor titular de neurologia da Faculdade de Medicina do ABC e livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o estudo abre uma nova janela de investigação e pavimenta uma hipótese que já existia, mas ainda está longe de ser conclusivo. Reposição hormonal na menopausa aumenta mortalidade? Impressão digital no sangue A primeira etapa da pesquisa analisou 80 mulheres de 43 a 58 anos, classificadas de acordo com o estágio da menopausa (antes, durante e depois da transição), além de 36 homens da mesma faixa etária, usados como comparação. Os cientistas mediram 118 proteínas no sangue e encontraram 16 com níveis mais altos nas mulheres na pós-menopausa. Parte delas está ligada à inflamação, outra parte ao funcionamento das sinapses (as conexões entre os neurônios), ao metabolismo e a processos típicos do Alzheimer. Com esse conjunto, os pesquisadores criaram um escore, uma espécie de pontuação que resume o quanto o perfil de proteínas de uma mulher se parece com o de quem já passou pela menopausa. A pontuação subiu de forma escalonada da pré para a perimenopausa e desta para a pós-menopausa. Helder Picarelli, neurocirurgião do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), descreve o resultado como uma impressão digital da menopausa no sangue. De acordo com ele, essas proteínas participam de processos inflamatórios, metabólicos e…
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