Medidas anunciadas pela CBF na redução do número de estrangeiros foram propostas pelo Movimento de Clubes Formadores do Futebol Brasileiro
rio23/09/2026 às 04:00
]]> A ideia da redução gradual do número de estrangeiros nos clubes brasileiros não é da CBF. A medida anunciada na segunda-feira passada, dia 21, nasceu de sugestões do Movimento de Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCFFB) levada à entidade e discutida em grupos de trabalho que reuniram representantes da CBF Academy, federações e dos diretores do próprio MCFFB. O movimento reúne executivos das divisões de base dos 80 clubes certificados pela entidade. Isso significa que a saída encontrada pela CBF para tentar melhorar o processo de formação do jogador brasileiro não nasceu de decisão unilateral, arbitrária ou autocrática — em resumo, na popular "canetada". Foi aprovada em assembleia com representantes dos 40 clubes das Séries A e B. Uns se fizeram presentes pelos presidentes, outros pelos diretores do futebol e alguns poucos por suas respectivas federações. Não houve desconforto para convencer a maioria. Evidentemente, após o anúncio, houve "gritaria" nas redes sociais, com muitos reclamando das medidas — a maioria, evidentemente, vinda dos torcedores dos clubes que têm condições de contratar os melhores estrangeiros de cada país. Nessa hora, a paixão fala mais alto e a reação tem o tom da indignação: adjetivações pejorativas, acusações de xenofobia e julgamentos precipitados marcaram narrativas que passaram longe do bom senso. Como salientaram os mais equilibrados, a decisão da CBF tem várias camadas e não deve ser entendida como algo maléfico para o futebol brasileiro. Lembro de quando o Brasileiro de pontos corridos acabou com a emoção dos "mata-matas" na fase final. Houve discórdia, críticas ao que veríamos seguidas procissões atrás de um ou dois favoritos, e a certeza de que a entidade estaria "matando a galinha dos ovos de ouro". E não foi o que vimos com o passar do tempo. Enfim, o movimento faz parte de pacote de melhorias, como "fair play financeiro" e "arbitragem". No anúncio já feito pela CBF, a norma foi direcionada para partidas do Brasileiro. Mas, em breve, será ampliado à Copa do Brasil. E, um detalhe: a limitação na utilização de estrangeiros e a obrigatoriedade de 25 jogadores sub-23 entre os 50 inscritos não têm impacto em torneios da…
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