Médico preso por feminicídio é denunciado por planejar atentado contra promotora de Justiça em MT
Destaques23/10/2026 às 21:31
]]> Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos Reprodução O Ministério Público de Mato Grosso denunciou o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, por suspeita de planejar um atentado contra a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo, que atuará no julgamento dele pelo assassinato da então namorada, Kethlyn Vitória da Silva, de 15 anos. A adolescente foi morta com um tiro na cabeça em maio de 2025, em Guarantã do Norte, a 715 km de Cuiabá. A denúncia foi feita na quinta-feira (15). O g1 tenta localizar a defesa de Bruno. Segundo a denúncia, o caso ocorreu em 30 de junho de 2026, no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo, onde o médico está preso preventivamente desde o ano passado. Ele dividia a mesma ala com outra pessoa, identificada no documento como Odilzon Denis Junior, que utiliza o nome social Raika Leonor da Silva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ainda conforme o Ministério Público, durante o banho de sol, Bruno perguntou a essa pessoa se conhecia alguém que pudesse cometer um atentado contra a promotora. Ele teria dito que não queria que ela atuasse no julgamento pelo Tribunal do Júri porque, segundo ele, ela “iria acabar com a vida dele”. O documento também aponta que o médico teria afirmado que estava disposto a pagar uma quantia alta em dinheiro para que o ataque fosse realizado, usando recursos de uma futura herança. Para o Ministério Público, as declarações indicam uma tentativa de intimidar a promotora e dificultar o trabalho dela no processo. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara de Peixoto de Azevedo. Na decisão, o juiz João Zibordi Lara considerou que há informações suficientes para que o processo continue. Embora o relatório policial informe que outras pessoas ouvidas não confirmaram a ameaça, o juiz destacou que o relato da testemunha que denunciou o caso deverá ser analisado durante o processo. O magistrado explicou que, nesta fase, não é necessário ter provas definitivas do crime, mas informações que justifiquem o início da ação penal. O juiz determinou que o médico seja chamado para apresentar sua defesa por escrito em até 10 dias. Como ele está preso por outro processo, a…
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