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Médica alerta para risco de produtos corrosivos após alta de intoxicações acidentais de crianças em Campinas

Destaques 20/10/2026 às 00:58
Médica alerta para risco de produtos corrosivos após alta de intoxicações acidentais de crianças em Campinas
]]> Médica alerta para risco de produtos corrosivos após alta de intoxicações de crianças Produtos corrosivos presentes em residências, especialmente os que contêm soda cáustica, podem provocar queimaduras graves e deixar sequelas permanentes em crianças. O alerta é da pediatra Camila Prado, do Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) da Unicamp, diante do aumento dos casos de intoxicação acidental registrados em Campinas (SP). Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam que 166 ocorrências envolvendo crianças foram registradas entre janeiro e outubro de 2026. O número já supera o total contabilizado em todo o ano passado e acende um alerta para os riscos dentro de casa, principalmente entre os menores de 4 anos. Segundo a especialista, produtos corrosivos estão entre os mais perigosos porque podem provocar danos severos logo após o contato ou a ingestão. "Produtos corrosivos podem cursar com intoxicações muito graves. Os cáusticos provocam queimaduras nos tecidos. Se houver contato com os olhos, podem causar queimaduras oculares; na pele, lesões importantes; e, em caso de ingestão, queimaduras no trato gastrointestinal", explica. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp De acordo com a médica, os casos mais severos podem evoluir para sangramentos, perfurações e sequelas que comprometem a alimentação pelo resto da vida. "Às vezes, mesmo que não ocorra um quadro fatal, o paciente pode ficar com sequelas que dificultem a alimentação para o resto da vida. Então pode ser bastante grave", afirma. Dos casos de intoxicação acidental de crianças em Campinas (SP), 76% ocorrem entre crianças com idades entre 1 e 4 anos Reprodução/EPTV Maioria dos casos ocorre entre 1 e 4 anos Desde 2020, Campinas contabilizou 954 intoxicações acidentais em crianças de até 12 anos. Desse total, 76% envolveram meninos e meninas entre 1 e 4 anos. Para Camila Prado, a faixa etária concentra a maior parte das ocorrências porque coincide com uma fase de grande curiosidade e exploração do ambiente. "É aquela idade em que a criança já consegue explorar o ambiente, começou a andar, consegue abrir alguns locais e ainda não tem ideia de risco e perigo. Essa exploração acaba aumentando…
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