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Marcos Sacramento 'bebe da chama' do samba em show que transpõe a roda do cantor para o palco com certa vibração

inicio 20/09/2026 às 01:12
Marcos Sacramento 'bebe da chama' do samba em show que transpõe a roda do cantor para o palco com certa vibração
]]> Marcos Sacramento na estreia do show 'Sambear' no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de sexta-feira, 18 de setembro Michelle Castilho / Divulgação Circo Voador ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Sambear – Samba do Sacramento Artista: Marcos Sacramento Data e local: 18 de setembro de 2026 Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Em essência, “Sambear” – show estreado por Marcos Sacramento na noite de ontem, sexta-feira, 18 de setembro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ) – é a transposição para o palco da roda “Samba do Sacramento”, comandada pelo cantor fluminense em espaços do centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Por mais que o roteiro encampe uma ou outra música rara na roda, como “Jesus é preto” (Marcos Sacramento e Paulo Baiano), samba autoral composto nos anos 1980 e gravado décadas depois pelo cantor no luminoso álbum “Arco” (2024), o show “Sambear” preserva o espírito de união e congraçamento da roda, além do repertório que celebra o samba nas várias formas do gênero. Aberto com o tradicional ponto de umbanda “O sino da igrejinha” no canto da big banda, o show tem alta carga de afro-brasilidade e espiritualidade, traduzida nas imagens e símbolos alocados no palco, ao lado do artista. Acima de qualquer credo, “Sambear” representa o manifesto da fé de Marcos Sacramento no samba e no povo da raça Brasil. Tão musical quanto política, tal manifestação ficou evidente no roteiro desde a primeira música entoada pelo artista no show, “Canto das três raças” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, 1976) – samba que ecoou há 50 anos na voz da cantora Clara Nunes (1942 – 1983) – até a última antes do bis, “A batucada dos nossos tantãs” (Sereno, Adilson Gavião e Robson Guimarães, 1993), samba com o qual o grupo Fundo de Quintal fez declaração de resistência de um povo que não perde o prazer de cantar, mesmo quanto tentam silenciá-lo. Marcos Sacramento celebra a resistência do samba em show derivado da roda do artista Michelle Castilho / Circo Voador Sim, foi bonito de se ver Sacramento correndo pelo palco do Circo Voador, dando voz a um punhado de sambas cantados pelo artista sob a batuta de uma banda com o peso de uma orquestra. Essa banda incluía virtuoses como o violonista…
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