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Máfia de táxis ligada ao Comando Vermelho cobrava até R$ 900 por corrida do Galeão a Copacabana; entenda o golpe

Rio de Janeiro 09/10/2026 às 10:00
Máfia de táxis ligada ao Comando Vermelho cobrava até R$ 900 por corrida do Galeão a Copacabana; entenda o golpe
]]> Um pequeno aparelho instalado no taxímetro, acionado por um botão escondido sob o tapete do motorista, pode fazer o valor de uma corrida de 22 quilômetros entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e Copacabana, na Zona Sul, chegar a R$ 900 — sete vezes o preço fixado pela prefeitura em tabela. A fraude foi descoberta pela Polícia Civil após a denúncia de um passageiro. A investigação revelou que taxistas envolvidos no esquema atuam sob o controle do Comando Vermelho, a quem pagam uma taxa de R$ 120. A cobrança, que seria diária, garantia a cobertura do tráfico aos motoristas e um espaço para estacionar à espera das corridas em ruas perto do Morro do Barbante, a cerca de 500 metros do aeroporto. As vítimas em potencial eram turistas abordados por homens no saguão, na saída do desembarque, conhecidos como “jóqueis”, que trabalham irregularmente no terminal. Ao conquistar o passageiro, eles telefonam para o taxista e levam o cliente até o carro. Para integrar o esquema, pagariam ao tráfico uma taxa diária de R$ 50. ‘Joquéis’ na delegacia Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) foram ontem ao Galeão e conduziram 18 “jóqueis” para depor. Dezessete táxis que teriam o dispositivo que frauda os valores das corridas foram levados para passar por perícia na Cidade da Polícia, no Jacaré. — Durante a investigação, verificamos, a partir de um monitoramento de inteligência na região do aeroporto, que existia um grupo coordenado que atuava para cooptar passageiros. Eles são chamados de jóqueis. Conseguimos conduzir um grupo que se passava por pessoas que trabalham regularmente no Galeão. A partir do momento em que um passageiro era cooptado, o jóquei ligava para um taxista que não poderia trabalhar ali para que ele fizesse a corrida — explicou o delegado Victor Tuttman, da DRCPIM. Cerca de 200 veículos estariam circulando com esse dispositivo fraudulento. Até agora, mais de 30 taxistas e “jóqueis” foram ouvidos pela DRCPIM. Outros suspeitos já identificados serão chamados a depor. A operação de ontem teve apoio de policiais das delegacias do Aeroporto Internacional do Rio e Especial de Apoio ao Turismo (Deat). Há mais…
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