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Mãe relata decisão de doar órgãos do filho de 20 anos após morte por AVC: ‘É sobre o outro’

Destaques 27/09/2026 às 11:00
Mãe relata decisão de doar órgãos do filho de 20 anos após morte por AVC: ‘É sobre o outro’
]]> Mãe relata decisão de doar órgãos do filho de 20 anos após morte por AVC “Tem coisa que a gente doa em vida. Ele doou a vida dele, porque ele foi tudo. Ele foi muito mais do que a gente imagina.” O relato é de Eliana Aparecida Ferreira de Oliveira, de 55 anos, moradora de Capão Bonito (SP), e mãe de João Victor Ferreira de Oliveira, de 20 anos, que morreu em outubro de 2023. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Neste domingo (27), Dia Nacional da Doação de Órgãos, o g1 traz o relato de Eliana, que autorizou a doação dos órgãos do filho caçula e compartilha o momento em que precisou tomar essa decisão. Eliana relembra que a data em que o filho passou mal, três dias antes de morrer, começou como um dia comum. "Ele foi trabalhar, nós almoçamos, e depois ele voltou a trabalhar. Quando foi às 15h, foram me avisar que ele tinha passado mal. A princípio eles falaram que ele tinha sentido uma dor de cabeça e tinha convulsionado. Deu um AVC hemorrágico nele”, conta. Eliana era mãe de João, que morreu aos 20 anos em outubro de 2023. Ela autorizou a doção dos órgãos do jovem. Eliana Aparecida Ferreira de Oliveira/Arquivo pessoal João foi levado inicialmente à Santa Casa de Capão Bonito, mas, devido à gravidade do estado de saúde, precisou ser transferido para a Santa Casa de Itapeva. Ele permaneceu internado por três dias, até que os médicos constataram a morte. “Ele não respondia a estímulo nenhum. Deus colocou ele 'para dormir' e cuidou de nós. Era 21h30 que foi dado o óbito. Na hora, é automático, nós recebemos a notícia e uma outra equipe aborda para a gente doar”, disse. João morreu depois de sofrer um AVC hemorrágico, aos 20 anos Eliana Aparecida Ferreira de Oliveira/Arquivo pessoal Durante a abordagem da equipe médica responsável pela captação dos órgãos, Eliana contou que o marido ficou irritado com a movimentação. Antes de autorizar a doação, ela conversou com ele e com outros familiares, pois já tinha consciência da importância do gesto. “Eu falei para o meu marido: ‘nós não vamos poder levar ele para a casa. Se fosse ele que estivesse precisando de um órgão, o outro poderia morrer para salvar ele?’. Eu precisei ter força para fazer…
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