Macron diz que nada justifica violência 'desenfreada' em protestos na França
Destaques18/10/2026 às 18:22
]]> Presidente francês falou ao povo durante um pronunciamento na TV francesa. LUDOVIC MARIN/AFP O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou neste domingo (18) que "nada justifica" a violência "desenfreada" registrada em protestos realizados em todo o país neste fim de semana contra o aumento do custo de vida e outras reivindicações. LEIA TAMBÉM: Protestos na França levam mais de 500 mil às ruas e deixam 1 morto, 500 policiais feridos e 1.800 presos "Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha", disse Macron em um pronunciamento à nação. Ele acrescentou que é preciso fazer uma distinção entre os manifestantes com "reivindicações legítimas" e "aqueles que destruíram, quebraram e saquearam". A fala aconteceu durante um pronunciamento na TV, em que o líder francês comentou as manifestações no país, que acabaram se espalhando pela Europa. LEIA TAMBÉM: Protestos na Itália e Albânia seguem por mais um dia com confronto com a polícia Agora no g1 O francês também prometeu que haverá "total transparência" sobre a resposta das forças de segurança aos protestos que terminaram em violência neste fim de semana, após críticas de que a preparação da polícia havia sido inadequada. No mesmo pronunciamento à nação, Macron disse ter pedido ao ministro do Interior, Laurent Nunez, que "extraia todas as lições necessárias", especialmente em relação à coleta de informações e à capacidade de antecipação, acrescentando que espera "respostas claras". O presidente francês expressou "raiva" e "vergonha" da população diante dos atos de vandalismo e saques ocorridos durante protestos em todo o país contra o aumento do custo de vida e as más condições nas escolas. Pelo menos 1.800 pessoas foram presas. "Quem saqueou terá de pagar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados", disse Macron em um pronunciamento televisionado à nação. Ele atribuiu a "violência desenfreada" a "elementos insurrecionais de grupos radicais de extrema esquerda, acompanhados por numerosos criminosos". Macron havia feito anteriormente uma reunião de emergência com altos funcionários do governo, um dia depois de grupos mascarados atearem fogo e atacarem prédios públicos, incluindo…
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