Luta antimanicomial: Instituto Nise da Silveira completa 5 anos sem internações psiquiátricas
Rio de Janeiro26/10/2026 às 20:15
]]> Há cinco anos, usuários de saúde mental não são mais internados no Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (IMNS). Na mesma data, em 2021, funcionários e usuários celebraram a alta do último interno, que reside hoje em uma das Residências Terapêuticas do município do Rio, que priorizam o acolhimento, o cuidado e a autonomia de pessoas com transtornos mentais. Para o instituto, o momento representa um marco na história da psiquiatria brasileira e um dos principais avanços da luta antimanicomial. O movimento social e político, surgido nos anos 1970, defende que o tratamento de pessoas com transtornos mentais seja voltado à desinstitucionalização dos indivíduos e à garantia de direitos humanos. Com esse princípio, desde 2010 o Nise da Silveira promove a integração de usuários da Rede de Atenção Psicossocial da capital por meio de serviços em diversas frentes, como arte, cultura e lazer, além de oferecer suporte para que os atendidos conquistem independência e autonomia nos tratamentos. O ano marca, inclusive, o início da desinstitucionalização de internos e, de lá pra cá, cerca de 310 pacientes passaram por esse processo. Para a diretora do Instituto, Erika Pontes, a data é importante para lembrar a transformação do espaço no cuidado com os usuários, e para construir políticas de cidadania no atendimento em saúde mental. — Essa data aponta a necessidade de traçarmos, ainda, um caminho muito amplo e árduo pela continuidade desse processo de desconstrução das práticas manicomiais. Para que possamos avançar cada vez mais na implementação de uma rede que contemple as políticas de saúde mental — explica. O instituto é gerido pela Secretaria municipal de Saúde do Rio. Pelos corredores da unidade, localizada no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, uma cozinheira passeia oferecendo seus quitutes. Conhecida pelas empadinhas, Mirian Galvão, de 54 anos, chegou à unidade em 2010 após crises de irritabilidade e passou por internações pontuais. Hoje vivendo sozinha, ela conta como a cozinha e o afeto foram ferramentas terapêuticas essenciais para que conquistasse independência e saúde no dia a dia. — Me tratei aqui e conheci muita gente legal, muita…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.