Lula tenta aproveitar força atual no Congresso Nacional para avançar com cinco pautas até o fim do ano
Rio de Janeiro04/11/2026 às 14:48
]]> A aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado deu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma demonstração de força no Congresso após a reeleição. Com a proposta, considerada uma das principais bandeiras do atual mandato, encaminhada para promulgação, o Planalto tenta aproveitar o entendimento construído com parlamentares para avançar em outras cinco prioridades até o fim do ano. Dentre elas, estão medidas relacionadas às apostas online, à gratuidade do transporte público, à reforma tributária, ao Orçamento de 2027 e à análise de indicações de autoridades. A PEC foi aprovada em dois turnos, após o governo conseguir barrar a tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal no texto. O acordo, articulado com líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), permitiu preservar a proposta aprovada pela Câmara, evitando que precisasse retornar aos deputados. A conclusão da tramitação também abre caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública, uma das promessas de Lula durante a campanha. Para dar continuidade à agenda, o governo conta com o apoio dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), responsáveis por conduzir as votações nas respectivas Casas. A intenção do Planalto é acelerar a tramitação do maior número possível de propostas ainda nesta legislatura, antes da posse dos parlamentares eleitos em outubro, que darão à oposição uma presença mais expressiva tanto na Câmara quanto no Senado. A avaliação entre governistas é que a atual composição do Congresso oferece condições mais favoráveis para a aprovação de determinadas matérias, especialmente diante do fortalecimento do PL e de outros partidos de direita nas eleições. Por isso, a estratégia é aproveitar os próximos dois meses para avançar em projetos que poderão enfrentar resistências maiores a partir de fevereiro, quando as novas bancadas assumirão seus mandatos. O Legislativo entra em recesso de 23 de dezembro até 1 de fevereiro de 2027. A articulação também envolve os interesses dos próprios presidentes das Casas. Tanto Motta quanto Alcolumbre pretendem disputar a recondução aos cargos no…
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