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Lula diz ao TSE que não se opõe a liberar sigilos, mas insiste em dados de empresa de amigo de Flávio

Destaques 22/10/2026 às 14:52
Lula diz ao TSE que não se opõe a liberar sigilos, mas insiste em dados de empresa de amigo de Flávio
]]> Em manifestação apresentada nesta quarta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ele "não se opõe a absolutamente nada" quanto à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. No entanto, o petista afirmou que o desafio original proposto por ele deve ser cumprido em sua totalidade, insistindo para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) inclua, na divulgação de sigilos, os dados da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira e de propriedade do advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo do adversário. No documento enviado ao ministro André Mendonça, Lula diz que a régua da transparência deve ser a mesma para ambos os lados. A petição de Lula diz que a Polícia Federal encontrou registros indicando que Flávio figurava como "usuário master" da conta da Alcazar em um banco privado, vínculo que teria sido desfeito apenas em maio de 2025, após o início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. 'Desafio dos sigilos': veja as diferenças das propostas de Lula e Flávio sobre divulgação de dados Marina Franceschini analisa 'desafio dos sigilos' entre candidatos à Presidência O texto também menciona viagem de Flávio em um jato executivo da empresa de Willer Tomaz. "Se, como [o candidato do PL] afirma, nada tem a esconder, não há razão para que a conta da Alcazar fique fora das gavetas que ele mesmo propôs abrir. Quem não deve, não recorta", diz a petição do presidente. Reação da campanha adversária Do outro lado, a defesa e os aliados de Flávio Bolsonaro reagiram à movimentação. A advogada da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri, declarou que o grupo irá analisar o que Lula apresentou antes de protocolar os próprios dados. "Nós pedimos que o sigilo não seja de 8 anos. Precisamos dar um passo além, Lula está no poder há 20 anos. Precisamos saber o padrão de vida do casal presidencial. A gente precisa verdadeiramente de uma transparência. Queremos os telefones que eram usados", afirmou Bucchianeri. Aliado de Flávio, o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol foi "escalado" pela campanha de Flávio para analisar os documentos de Lula, caso os sigilos sejam quebrados:…
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